Usina de Letras
                                                                         
Usina de Letras
191 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 

Artigos ( 59112 )

Cartas ( 21236)

Contos (13108)

Cordel (10292)

Crônicas (22195)

Discursos (3164)

Ensaios - (9435)

Erótico (13481)

Frases (46498)

Humor (19274)

Infantil (4456)

Infanto Juvenil (3718)

Letras de Música (5478)

Peça de Teatro (1337)

Poesias (138219)

Redação (3053)

Roteiro de Filme ou Novela (1060)

Teses / Monologos (2427)

Textos Jurídicos (1945)

Textos Religiosos/Sermões (5520)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Crônicas-->Cara de tacho! -- 24/07/2004 - 20:46 (fernanda araújo) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. Com o dinheiro curto, diversão para as crianças, aos sábados, só tinha um endereço: Praça do Santuário. À tardinha, o Rodrigo e o Lúcio ( 5 e 4 anos, respectivamente) não tinham preguiça de tomar o banho, tendo em vista o passeio, esperado com ansiedade a semana inteira. Um velho e bem cuidado fusquinha era a nossa condução.Enquanto eu ficava na Praça com eles, o Antônio assistia à missa no Santuário. Costumávamos trocar, às vezes, de “tarefas”, mas como os meninos eram muito irrequietos, eu preferia ficar com eles na pracinha.
A partir das 18 horas o vai-e-vem era intenso. Casais de namorados tomavam conta dos bancos e trocavam beijos ardentes, alheios aos olhares dos passantes curiosos. Jovens pais e mães levavam seus filhinhos para jogar pedaço de pão ou pipoca para os peixinhos vermelhos que ficavam, ali, no lago artificial. Havia barracas que vendiam cachorro-quente, algodão-doce, churros recheados, pipoca branca e colorida, churrasquinho, batata frita e maçã-do-amor. No verão – com aquelas noites quentes – parece que Divinópolis em peso estava ali, marcando presença!
Os bancos eram poucos pra tanta gente, mas uma vez até que demos sorte. Vaga para três, se ficássemos bem juntinhos, uma vez que o rapaz ali sentado, era uma “fortaleza”! Fiquei na outra ponta e coloquei as crianças sentadas no meio. Eu estava até gostando desta tranqüilidade, mas ela pouco durou, pois o que os meninos mais queriam era correr. De repente, foi aquela “revoada”. De uma vez eles se foram, como uma flecha, desaparecendo como por encanto. E eu fiquei com o espanto. Fiz menção de levantar-me, justamente na hora que por ali passava um primo de minha prima Teresinha. Conhecia-o por esse parentesco, mas não chegamos nunca a conversar. Eu nem posso imaginar o que passou na cabeça dele naquele instante: o que eu estaria fazendo ali, à noite, sozinha, sentada num banco da pracinha ao lado daquele rapaz! Não sabia que atitude tomar. Se saísse (à procura dos meninos) , não mudaria a situação e ainda perderia a tão disputada vaga no banco. Ele olhou-me e seguiu o seu caminho. As crianças logo voltaram e ficaram por ali brincando.
Mas eu já estava com "cara de tacho"!
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui