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Crônicas-->Saudade das barraquinhas -- 21/07/2004 - 23:17 (fernanda araújo) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. A festa do Divino Espírito Santo era comemorada com muita fé e alegria na Paróquia onde ele era o Padroeiro: na Paróquia do Divino E. Santo em Divinópolis. Às 19 horas havia a Santa Missa e, logo em seguida, as pessoas se esbaldavam nas famosas barraquinhas que, durante muitos anos, conservou-se essa tradição. A cada ano havia um motivo diferente. Na verdade, eram duas barraquinhas. E cada uma queria superar a outra em beleza, criatividade e em saldo financeiro.. Uma que marcou época foi a do “Cisne Branco”. Era um enorme navio, bem iluminado e enfeitado; as garçonetes em traje de “marinheiras” e era grande a empolgação, quando tocava o Cisne Branco. Sinal de que toda a festa estava começando. Muita cerveja, refrigerante, frango assado e batata frita. E muita organização também!
Havia leilão, pescaria e a barraca mais procurada pela criançada era a do coelhinho. Várias casinhas numeradas dispostas em círculo. No meio havia uma casa onde ficava o coelhinho. As pessoas compravam o bilhete com o número de uma casinha. Com todos os números vendidos, rodava a casa do coelhinho e levantava-a em seguida. O coelho meio tonto procurava onde se esconder. E ganhava o prêmio o dono do bilhete da casinha escolhida pelo bichinho. Eram simples as prendas, mas valia o entretenimento e a alegria da meninada!


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