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Poesias-->Sem espera -- 16/04/2007 - 00:41 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Sem espera



Caminha a autoconfiança dos ponteiros,

como lei- como verdade,

ajudando a acreditar que o Tempo existe.



É uma lenda arquitetada, ensimesmada,

como barra que cutuca o pensamento :

como regra de xerife autoritário.



Bastaria eliminar a corda ou pilha

e teu som, relógio amargo- se esvairia...

Mas a alma desse Velho te imporia...



Vão os dias, vai o ano, vai a noite.

Vai a Vida : vai com ela a impaciência.

Para coisas irrisórias, quem se vai é a paciência.



E eu te guardo – ao menos tento-

como flor que se recusa a perder pétala.

E ignorando o tic e os taques...



eternizo tua presença.

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