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Cartas-->ÚLTIMOS DIAS COM RIDICULARIZADORES -- 09/08/2003 - 14:28 (ANTICRISTO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

O Cristianismo, que surgiu entre os judeus há próximo de dois mil anos e em poucos séculos dominou o mundo, tornou-se rico em obstáculos à percepção de seus enganos. Desde as afirmações de que o mundo se acabaria nos dias daquelas gerações até hoje, têm palavras poderosas para manter seus adeptos seguros de suas "verdades": “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Marcos, 16: 16). Para o cristão, o simples fato de não crer já significa a perdição. Posteriormente, a Igreja passou a ensinar que o só ter dúvida quanto à veracidade das coisas divinas já seria um pecado grave. Assim, os cristão evitavam até pensar na possibilidade de estar enganados. “Deus escreve certo por linhas tortas”, afirmam os crentes. Quando questionados sobre alguns absurdos apresentados como vontade de Deus, respondem “Não entendemos os desígnios de Deus. Quem somos nós para questionar a sabedoria divina?” E, assim, tudo é perfeito quando se trata da chamada “palavra de Deus”. Pouco adianta provar que a cronologia de Daniel e a seqüência de fatos predita em Mateus 24 coloca o fim desse mundo muitos séculos antes de nós. Eles se escoram em São Pedro: “...nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Pois eles de propósito ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste; pelas quais coisas pereceu o mundo de então, afogado em água; mas os céus e a terra de agora, pela mesma palavra, têm sido guardados para o fogo, sendo reservados para o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios. Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. (II Pedro, 3, 3-8). Dessa forma, séculos e séculos se passam como os últimos dias, e os que percebem os enganos são simplesmente considerados "os escarnecedores". Se no século XV, alguém mostrou que algo estava errado, esse era um dos "escarnecedores".   No século XVI, no XVII, no XVIII, a mesma coisa.   Eram os últimos dias, e os escarnecedores estavam aí para confirmar a palavra divina.    No Século XIX, no XX, quando as diversas ciências começaram a desmascarar crassos enganos dos escritores bíblicos,  isso também era uma confirmação da verdade divina que previa os escarnecedores nos últimos dias. Como todos esses "últimos dias" passaram e as pessoas com eles, se hoje isso é apresentado, ainda têm um apoio: “Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas não necessitais de que se vos escreva: porque vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como vem o ladrão de noite; pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão.” (I Tessalonicences, 5: 1-3). Quando vêem o ateísmo se expandindo entre as pessoas de mais conhecimento, o consolo são essas palavras: “Naquele tempo falou Jesus, dizendo: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.” (Mateus, 11: 25). Para eles, o próprio Deus fez com que os sábios não entendessem a verdade, e os analfabetos são capazes de entender. Há estratégia melhor que essa? Com todas essas palavras, provavelmente nossos descendentes dos séculos XXII e XXIII ainda estarão cercados pelos apóstolos do Apocalipse, que os chamarão de "escarnecedores dos últimos dias".    Vejam também essa enfadonha história em seus primórdios.

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