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Poesias-->Partes -- 21/03/2007 - 02:55 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


Partes



Coleciono ao acaso

partes de ti.;

como restos de lençóis,

como conchas de abismo.



Nunca percebeste os momentos

e os deixaste escapar,

como alguém que solta um pássaro

que não quer voar.



Talvez os momentos vestiram-se de fantasmas

e pregaram uma peça, e só eu os vi.

Ou talvez não te importaste

- e somente brincaste-

Como raio na torre, que pára a praça,

que toca o sino, que ri do medo...



Um raio veloz que fulmina a igreja,

que divide as rezas,

que incendeia as freiras...



Talvez esse raio.; tenha teu sangue humano

e goste de destruir

para depois juntar.



Coleciono tuas partes (as que deixaste)

como se te juntasse.

Mas a vida que as une

não mora nelas.



E guardo a foto do teu rosto inteiro

como mapa ou guia,

para não me perder

se voltar a te ver.



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