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Cordel-->AS CONSEQUÊNCIAS DA COMPRA DO VOTO -- 18/09/2014 - 14:15 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

 

AS CONSEQUÊNCIAS DA COMPRA DO VOTO

 

 Francisco Diniz

 

Quem negocia seu voto

Prega a corrupção,

Não pode exigir depois

Nenhuma pequena ação

Daquele seu candidato

Que escolheu na eleição.

 

Aquele que vende o voto

Sem saber faz aumentar

A injustiça social,

Pois não pode nem cobrar

Trabalho do candidato

Depois que este ganhar.

 

O crápula que compra votos

Do povo não quer saber,

O que ele pretende mesmo

É adquirir o poder

Pra roubar dinheiro público

E assim enriquecer.

 

O triste que compra voto

Não tem nenhum compromisso

Com saúde, educação

Nem quer saber se há serviço

Pro homem trabalhador

Da favela ou do cortiço.

 

Cidadão que vende o voto

Por carência ou ingenuidade

É vítima dos poderosos,

Que vêm com ar de bondade,

Disfarçados de cordeiros

Pra esconder toda maldade.

 

Quem oferece seu voto

Em troca de uma vantagem

Contribui para aumentar

O capitalismo selvagem

Que instalou-se em nosso meio

E é pai da politicagem.

 

Por isso meu caro amigo

Preste muita atenção,

No dia que for votar

Não se leve por emoção,

Escolha quem é honesto,

Quem ao pobre dá razão.

 

Quando escolher candidato

Veja bem o seu passado:

Se lutava pelo pobre,

Denunciava o errado,

Se nunca aceita propina,

Se parece equilibrado.

 

É preciso estar atento

Pra não cair em cilada,

Pois de político esperto

A rua está tomada,

Portanto pense, analise

O que diz o camarada.

 

Desconfie quando o sujeito

Em tempo de eleição

De repente fica simples,

Vai logo dando-lhe a mão,

Pondo no colo criança

Dizendo cheio de esperança:

É o futuro da nação!

 

Cuidado com o camarada

Que só vive garantindo

Resolver todo problema,

Que diz nunca está mentindo,

Que dá tapinha nas costas,

Chamando amigo nas portas

E que só vive sorrindo.

 

Não se engane com o político

Que vive a prometer

Emprego e vida fácil

Depois que ele se eleger,

Isso é conversa pra trouxa

Que não tem o que fazer.

 

Não deixe o seu lugar

Ser chamado de banal

E não ser reconhecido

Por curral eleitoral

Como quem usa cabresto,

Pois ninguém é animal.

 

Não faça como José,

Morador da Barra Funda,

Que dizia: - O meu voto,

O de Pretinha e Raimunda

É só pra quem tem dinheiro,

Quem não pensar desse jeito

Leva logo um pé na bunda.

 

Não imite Severino,

Que no dia da eleição

Andava com os bolsos cheios

Achando-se com razão

Para comprar todo o povo

Que não tinha condição.

 

Se assim você agir

Com certeza vai sofrer

As conseqüências depois,

O sujeito vai querer

Recuperar seu dinheiro

Quando alcançar o poder.

 

E logo não vai poder

Fazer o que prometia

E se você reclamar,

Quiser uma benfeitoria

Depressa ele vai falar:

- Po'daqui se retirar

Comprei seu voto, sabia?

 

É triste a sina de quem

Empresta ou vende o voto.

Joaquim disse: - menino

Eu nunca que me importo

Com essa tal corrupção

Quem me pagar na eleição

Viro ateu ou devoto.

 

E chegou um candidato

Dirigiu-se a Joaquim:

- Dou-lhe uma chapa novinha

Se você votar em mim,

Compro a de baixo no pleito

E a outra se eu for eleito

Espero não ache ruim.

 

Veja só o constrangimento

Desse ingênuo eleitor

Ao saber que o candidato

A eleição não ganhou,

Pois ficou sem mastigar

E muita gente zombou.

 

Há também quem compre voto

Por um quilo de farinha,

Por um par de alpargatas

Ou até mesmo uma galinha

Fazendo o povo objeto

À noite ou de manhãzinha.

 

Só que todo o corrupto

Age bem a qualquer hora,

Oferece o que tiver,

Mas cobra juro de mora

Do povo quando eleito,

Engana e não vai embora.

 

Para que tudo isso mude

O povo tem que agir

Em busca de um mundo novo,

Solução é construir

A nossa independência

E sabendo com freqüência

Político sério exigir.

 

Não é fácil a tarefa,

Mas precisamos tentar

Porque a corrupção

Está em todo lugar,

Para ter um mundo honesto

Fuja de político esperto

E não se venda ao votar!

 

 

Leia os textos de Félix Maier acessando:

1) Mídia Sem Máscara

http://www.midiasemmascara.org/colunistas/10217-felix-maier.html

2) Piracema II - Nadando contra a corrente

http://felixmaier1950.blogspot.com.br/ 

 

 

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MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

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