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Poesias-->Pedras -- 19/10/2006 - 04:41 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Pedras



Busco!



Qual sombra ao relento

-eu : peregrino sedento!-

O testemunho da Terra nas pedras dormidas.

Contornos barrocos de tempos longínquos,

matéria espremida

no canto da estrada.



Estrada faminta de sonhos e beijos.;

de formas suspeitas e livres desenhos,

de anos, de eras, de fósseis e objetos-

de pedras deformes jogadas ao vento :

assim testemunham qual damas em jogo

a vida e a morte, as coisas e o Tempo!



São loucas falantes que admiram estrelas.

Eu sei : elas falam.

É só acariciá-las,

apenas tocá-las.

É só defendê-las das tristes esperas :

de amantes, de almas, dos chutes e estradas.



Assim como moldes plasmando lembranças

são partes exaustas da Terra cansada.

São simples, complexas, abertas, fechadas :

as pedras que tocam a beira da estrada.

As pedras que esperam, que olham e guardam...

As pedras que falam!





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