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Poesias-->E POR FALAR EM SAUDADE -- 03/10/2006 - 17:19 (Domingos Oliveira Medeiros) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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Falando de Saudades

(por Domingos Oliveira Medeiros)



Saudade de novo e agora.

Saudade, afinal, quem és tu?

O que desejas de mim?

Saudade, eu te conheço,

Já te peguei em flagrante,

quando ela bem distante,

deixou-me contigo a chorar.

E pude então aprender.

E posso agora ensinar.



A saudade é a dor da partida.;

o querer sofrido.; o choro, o gemido

de um desejo reprimido.

Saudade tem nome e tem cheiro.

Perfume e calor ardente.

Guardados na nossa mente.



Com saudade, não se vive.

Quando muito, pela metade.

Saudade é o calar sufocante.

É o próprio desencanto.

É a vontade de morrer.

Envolto em boas lembranças.

Saudade é a dor presumida.

É ferida que não sara.

Sem a presença devida.



Saudade é solitária.

Um nó seco na garganta.

Saudade, não adianta.

É como a seca do nordeste.

A gente convive com ela,

torcendo pra que a chuva,

volte logo e nos alegre.



Saudade é planta aguada,

que nasce dentro da gente.

Regada com choro e lágrima.



Saudade é solidão.

A solidão esperada.

A solidão inconformada.

Saudade, ninguém esconde.

Saudade é sempre saudade.

Consola, mas des agrada.



Saudade demora muito.;

Demora pra ir embora.

Um dia tem mais de ano.

Saudade é dor infinda.

A lembrança de em momento.

A ausência do passado.



Saudade, por fim, não discuto.

Na sabedoria do povo.

É como diz o matuto:

Saudade, minha gente,

é vontade de ver de novo.















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