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Poesias-->Licença -- 02/09/2006 - 23:30 (MARIA CRISTINA DOBAL CAMPIGLIA) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Licença



Peço licença

para compactuar.

Permissão para contar

quantos são os segredos

que escondo de você.



Sem palavras - e sem bandeiras.

Segredos que moram

na beira de mim ao entrar.

Segredos que esbanjo em janelas

(de olhos)

somente escondidos do sol

para ti.



O sol : esse que fazes nascer,

que cultivas,

que atiras na alma ao chegar,

e que pescas no céu para mim.

Que trazes

até mesmo à noite

na tua presença

(e na voz).



Nunca saberei se me enganas:

jamais!

Talvez nem eu saiba perguntar.

Ou mesmo não queira saber.



Conhecer, de tua alma,

segredos infames,

calotes e danos,

mundanos e ardentes

-como os meus-

para quê?



Talvez não te livre da culpa,

de não precisar entender.

Ou então tu não queiras saber.



Por isso eu confesso

que escondo os segredos

que queres esconder.

E então compactuamos

em sã convergência

-nós dois-

para amar.



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