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Contos-->CIDADES -- 18/05/2005 - 14:58 (ADÃO JORGE DOS SANTOS) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

Uma vez me disseram qu todas as cidades são iguais. Há quem diga que não. Eu claro que não concordei. Formulei alguns comentários dignos de apreciação. Então resolvi escrever sobre as cidades que conhecia. Assim que desci nesta cidade ,examinei a rodoviária. Moderna, cidade grande, muita gente indo e vindo. Comecei a perceber que já tinha visto aquela cena antes. Fechei os olhos e lembrei das cidades em que estivera antes. Tudo iniciava na rodoviária ou aeroporto, não importa. A cidade e seu povo e sua cultura estavam ali, era só olhar e ver. Os ônibus, as pessoas, as malas, os carregadores, o banheiro, as lojas, os taxis, tudo parecido. Sai andando por esta nova cidade. Queria conhecer tudo em detalhes, então me transformei em nativo do lugar, não queria chamar a atenção, queria fazer parte da cidade.
A cidade que tenho diante de meus olhos tem ruas, praças , prédios , monumentos, Igrejas, escolas, prefeitura, hotéis, bordeis, armazéns e ,principalmente, pessoas. Esta cidade é ligada por estradas que margeiam um rio que não é rio. É lago. O sol quando se põe, propicia o mais belo entardecer do mundo, não há outro igual, assim dizem. É um espetáculo fascinante. O céu e o lago, que alguns chamam de rio, tornam-se um só elemento da natureza. Não há separação. No alto, entre nuvens de cores violáceas, esta o sol. Embaixo, refletindo as mesmas cores variadas de matizes indecifráveis. Um pouco acima do horizonte desenha-se um quadro de cores múltiplas, laranja e vermelho, quase rosa, amarelo violeta com um tom avermelhado mesclado de nuances púrpura. Existem dois sois; um no céu, outro no espelho d´agua , que se fundem num só, parando o tempo e imortalizando-se fotograficamente nas vidraças desavisadas dos incautos edifícios. Há sois por todos os lados, mil reflexos violáceos, mil retinas apaixonadas, centenas de pássaros cortando o céu, encantados e encantadores.
Qual cidade não há ruas. Pode ser apenas uma, ou duas, não importa. São ruas. As ruas desta cidade são tantas, cada uma com seu jeito. Algumas estreitas de um só sentido, ou de mão dupla. Outras largas e de fluxo continuo. Todas ,com alguma exceção, são arborizadas com as mais variadas e exóticas espécies, até frutíferas . Andar pelas ruas da cidade, é uma aula de história em cada esquina. Existem ruas que pisamos com respeito, há outras que só se conhece lendo a placa. Eu poderia relatar a vida de cada um dos homenageados, mas apenas citarei alguns nomes: João Pessoa, Salgado Filho, Borges de Medeiros, Siqueira Campos, Aparicio Borges, General Câmara, Getúlio Vargas, Marechal Floriano, Duque de Caxias, Coronel Vicente, Comendador Pedro Chaves Barcelos, Rua dos Andradas, ou , a rua da praia que não tem praia, ....em qualquer lugar do mundo as ruas são iguais. É claro ,como escreveu o poeta local, Mario Quintana, mais conhecido nacionalmente, de que todos os ônibus deveriam passar pela casa de nossas amadas. Estas são as ruas daqui. Em outro lugar tantas outras ruas com nomes de famosos, ou não, o que importa é que são ruas.
Os prédios crescem por toda parte. Altos, baixos, pequenos, grandes, pintados , restaurados, construídos, tombados, toda uma gama de construções próprias de uma cidade grande. Bem próximo ao centro existem prédios novos ,com vidros espelhados e de formas arrojadas ,contrastando com o verde dos parques e das praças. Bem no centro a Catedral Metropolitana se distingue por sua cúpula , destacando-se das demais construções. Aqui existe uma catedral, em outra cidade existir apenas uma capela ou mesmo uma Igreja, que aos domingos a população assiste a missa religiosamente. Não necessito dizer que o padre, assim como as cidades, são semelhantes. A reza é a mesma em qualquer lugar, o senta, levanta também, amem. Falando em padres e orações, não poderia esquecer de falar dos cemitérios. Aqui existem diversos; grandes, pequenos, luxuosos, tímidos , até crematório há. Estes lugares são sagrados por sua utilidade. Claro que nas cidades grandes , por serem muitos, as pessoas passam apressadamente e não lhes dão o devido valor.
Os habitantes. As pessoas. O povo, são iguais, diferenciando-se na cultura e no seu modo de vida, peculiar de cada lugar. Claro que no burburinho das ruas, na pressa de chegar a algum lugar, não parecem nada felizes. Mas basta conversar com eles que logo saberão quão afáveis são. As cidades, em alguns aspectos, são parecidas. Quem mora na cidade grande sonha em viver no interior, querem a paz e tranqüilidade que já esqueceram. Nos fins de semana, quem pode, vai para o interior ou a serra, até mesmo a praia. Por isto que as cidades são iguais. Em qualquer parte do mundo, há sempre alguém querendo trocar de cidade. Existem aqueles que amam o lugar onde moram, participam da coletividade e são cidadãos felizes. Mas quem de nos não sonha com uma cidade pequena de poucas ruas , uma praça, uma Igreja, até um cinema e feira com vendas de livro e bugigangas diversas.
As cidades com certeza, são todas iguais, todas belas e acolhedora. Vou correr para não perder o trem das onze e irei até onde achar outra cidade para conhecer.






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