Usina de Letras
Usina de Letras
65 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 

Artigos ( 59276 )

Cartas ( 21241)

Contos (13148)

Cordel (10297)

Crônicas (22219)

Discursos (3164)

Ensaios - (9464)

Erótico (13486)

Frases (46713)

Humor (19313)

Infantil (4488)

Infanto Juvenil (3785)

Letras de Música (5484)

Peça de Teatro (1337)

Poesias (138414)

Redação (3059)

Roteiro de Filme ou Novela (1060)

Teses / Monologos (2427)

Textos Jurídicos (1945)

Textos Religiosos/Sermões (5564)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->As cores que ninguém vê -- 16/06/2006 - 23:58 (gisele leite) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
As cores que ninguém vê



As letras negras de certos versos a deslisar sobre o dorso alvo do papel

Papel que me espreita pálido e ávido a me revelar

pela grafia de letras e de facetas

que se escondem dentro de mim



As letras negras sobre o bréu da noite,

perante a lua branca, mesmo assim,

ninguém vê

poesias obscenas espreitam de pé rente à porta do infinito.

mas o poema simplesmente acaba,

menos a poesia



que sobrevive do amarelar das golhas no outono,

do verde suave do orvalho da manhã,

das pétalas coloridas da primaver,

do azul presumido do céu



E de repente, bem no meio de algumas linhas poéticas

salto direito do abismo

para alcançar uma alma solerte e dormente

que se prosta diante de mim

a inventar a forma, imersa em barro

e chama...

que brilha nos olhos a vividez

da vida.



despeço-me de todos solenemente

um adágio, um adeus, um aceno

todos os signos de um fim premeditado.

não se pode mais sentir o sentido das coisas,

pois as coisas perderam seus sentidos

em meio das

cores...



Então, o sol amarelo,

alaranjeia todas as tardes,

a sangrar um adeus,



Então, a manhã goteja lágrimas de orvalho

a se despedir

do seu amor- noite,

Então, a estrela do mar

acena delicadamente sobre a areia

para a sua estrela lá no céu ,

que num ímpeto se torna cadente,

e risca o céu,

num rabisco de promessa.



São cores que ninguém vê

São pessoas que ninguém vê

mas existem,

vivem, latejam

e morrem

sob nossa ignorância



O sol não nasce para todos.

As cores não aparecem para todos,

a luz só traz a visão,

à quem tem alma.



Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui