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Cordel-->NOS CONFINS DO MEU SERTÃO -- 24/07/2011 - 09:00 (Andarilho) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Número do Registro de Direito Autoral:131160146435176800

NOS CONFINS DO MEU SERTÃO
Silva Filho




Vi passar uma boiada
Tangida por um peão
Vi passar a passarada
Sem perder a direção
Paisagem nunca mudada
Nos confins do meu sertão.

Vi lavrador na vazante
Sem esperar por trovão
Vencendo o sol causticante
Pra cultivar seu feijão
Paisagem muito distante
Nos confins do meu sertão.

Vi as reses em descanso
No curral ensolarado
Por fora, um touro manso
E o vaqueiro desmontado
Paisagem que não tem ranço
No meu sertão remansado.

Vi cantador com viola
Fazendo show de repentes
Com seus versos na bitola
Alguns desses mui plangentes
Mas é isto o que consola
Meu sertão e seus utentes.

Vi um grande desafio
De dois bardos consagrados
Vi a verve entrar no cio
E os versos serem gerados
Sem precisar de um fio
Vi sertanejos ligados.

Vi como surge a florada
Como a natureza é bela
Como a serra é escarpada
Como se espraia a gazela
Vi que a lâmpada apagada
No sertão, pede uma vela.

Vi caboclo destemido
Sem medo de assombração
Um povo bem convencido
Dos calos que tem na mão
Homem forte, já curtido
Nas agruras do sertão.

Vi passar uma donzela
Em seus trajes provocantes
Fiz alguns versos pra ela
Falando de dois amantes
Vou esperar na cancela
Seus passeios instigantes.

/aasf/
20/03/09


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