Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
87 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 57023 )
Cartas ( 21168)
Contos (12612)
Cordel (10075)
Crônicas (22188)
Discursos (3134)
Ensaios - (8996)
Erótico (13394)
Frases (43615)
Humor (18448)
Infantil (3772)
Infanto Juvenil (2679)
Letras de Música (5470)
Peça de Teatro (1316)
Poesias (138224)
Redação (2924)
Roteiro de Filme ou Novela (1055)
Teses / Monologos (2400)
Textos Jurídicos (1925)
Textos Religiosos/Sermões (4848)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Infantil-->A matinha que não queria queimar -- 17/11/2000 - 21:21 (Márcio Filgueiras de Amorim) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Na vertente sul,
da pequena colina,
aquela matinha
socegada existia.

Convivia com o vento
que soprava manso
lhe trazendo carícias
daquele amor antigo.

Agradecia a chuva
Que lavava as árvores
infiltrava na terra
trazendo tanta vida.

Tinha uma relação
harmônica e cúmplice
com o solo a seus pés,
seguiam bem, juntos.

Abrigando vida:
Pássaros nos galhos,
insetos nas folhas,
fungos no tronco.

Num outro ritmo,
tempo de eternidade,
vivia a matinha
querendo ser floresta.

Tudo era sereno,
pacífico, e verde
naquele mundinho
repleto de vida.

Em volta o homem
fazia queimadas
sem sequer perguntar
se medo sentia.

Fogo, labaredas,
o solo queimado,
a vida fugindo,
quando podia.

O incêndio se alastra,
o fogo pega a mata,
a madeira crepita,
fumaça, fumaça...

Morre tanta vida,
nenhum pesar sentiram,
pelo fungo que havia,
pelo ninho num galho.

Formigas, lagartas,
pequenos roedores.
Que importância tinha
se acabaram com as flores ?
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui