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Crônicas-->Quero ver a bola rolar* -- 14/10/2003 - 12:05 (Mastrô Figueyra de Athayde) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. Três jogos abrem hoje as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo da Alemanha, de 2006. No Estádio Monumental de Nuñes, em Buenos Aires, a Argentina dará o ponta-pé inicial. Os ´hermanos´ enfrentam o Chile. Logo a seguir, em Quito, o Equador encara a Venezuela. Em Lima, no Peru, a Seleção peruana joga contra o Paraguai.
A primeira rodada das Eliminatórias Sul-Americanas prossegue amanhã, com a estréia da Seleção Brasileira. A equipe do técnico Carlos Alberto Parreira entra em campo contra a Colômbia, na cidade de Barranquilha. Para fechar a primeira rodada, em Montevidéu, no Estádio Centenário, Uruguai, a celeste olímpica enfrenta a Bolívia. São dez países que lutam por quatro vagas para a Copa do Mundo da Alemanha e a briga promete ser equilibrada. Mesmo as grandes potências da América, Brasil e Argentina devem ter cautela para evitar o pior.
No caso da Seleção Brasileira, pela primeira vez na história das Copas, a equipe campeã não se classifica automaticamente para o mundial subsequente. A mudança se deu pela alteração de um estatuto da Federação Internacional de Futebol Associação (FIFA). Apenas o país anfitrião, no caso, a Alemanha, tem presença garantida. Os demais são obrigados a disputar as eliminatórias.
Para o Brasil, um bom sinal. Uma vez que a participação nas Eliminatórias prepara melhor um selecionado para a disputa de uma Copa. Foi assim com o Brasil para a conquista da Copa do Japão e Coréia. Durante toda a Eliminatória Sul-Americana, o Brasil colheu grandes fracassos, se classificando apenas na última rodada. Na ocasião, a falta de planejamento e o descaso de toda uma comissão técnica foi o grande responsável pela queda no rendimento técnico, que acabou superado com a chegada do grande líder, e um dos principais responsáveis pela conquista do pentacampeonato mundial, o técnico Luiz Felipe Scolari.
Agora, em 2003, o pensamento é outro. A disciplina técnica entra novamente em campo com a chegada de Carlos Alberto Parreira. O pai do tetra, em 1994, nos Estados Unidos. A crítica esportiva brasileira crucificou Parreira ao longo das Eliminatórias para 94 e durante a Copa não foi diferente. A crônica esportiva queria ver espetáculo, mas acabamos vendo um futebol pragmático e sem empolgação. Resultado, fomos campeões, mas sem brilho. Para Parreira o objetivo foi alcançado. O tetra campeonato era nosso. Em diversas entrevistas Parreira foi enfático e comparou as gerações de 1994 com a 1982. A Seleção que disputou a Copa da Espanha, em 1982, liderado por Zico e com o apoio fundamental de Falcão, Socrátes e companhia dava show pelos gramados espanhóis, até a fatídica partida no Estádio Sarriá, em Barcelona, quando o escrete canarinho sucumbiu diante da esquadra azzura. Com três gols do polêmico Paolo Rossi, o Brasil deu adeus ao tão sonhado título. As jogadas de Zico e o toque de bola brasileiro encantou o mundo, mas não levou a peça mais importante de uma Copa, a taça. As jogadas foram para sempre imortalizadas pelos corações apaixonados do esporte número um do brasileiro, mas a imagem do capitão Dunga, levantando o caneco em 1994 com certeza teve um gosto especial. ´Somos campeões do Mundo!´.
Passado 1994, voltamos a atenção para o mesmo evento e sonhando desta vez não com o tetra, mas com o hexa. Com o talento dos jogadores brasileiros e com a tática pragmática de Parreira, a Seleção com certeza dará amanhã um importante passo para mais uma importante conquista. O mundo dá muitas voltas, mas no final das contas o Brasil, dentro das quatro linhas, em Copas, é muito mais Seleção.

Marcelo Pendezza é jornalista
*Texto publicado no dia 6 de setembro no jornal Tribuna Liberal de Sumaré/SP
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