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Contos-->O Meu amigo Wilson -- 02/10/2004 - 19:41 (Marcelo de Oliveira Souza,IWA Instagram:marceloescritor) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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O meu amigo Wilson

Há algum tempo atrás, quando entrei no cursinho pré-vestibular,
conheci o meu amigo Wilson. Ele advindo do interior,
bancando um estilo inocente, tradicional das pessoas que vêm de
zonas interioranas. Ele se sentava sempre junto a Jaci, que
parecia muito com ele, a galera dizia que ela era sua irmã, depois
começaram a comentar que eles eram apaixonados, contudo ele
era muito devagar para perceber e não fazia nada...
Todos nós sabemos como gente fala muito, principalmente
o ambiente de cursinho, onde existe mais falTa e brincadeira do
que estudo, as pessoas entram nas brincadeiras dos professores e
acabam perdendo o vestibular.
Tinha uma brincadeira, que se chamava de "transplante",
onde os aniversariantes do dia eram "homenageados" lá no palco.
Se fosse homem, o professor pegava a mulher mais feia e
colocava uma bala na boca da "gata", depois o aniversariante
tinha que pegar o queimado na boca da menina, onde fatalmente
sairia um beijo, mesma coisa acontecendo com as meninas, que
gerava uma confusão danada!
Certo dia, quando descobri o aniversário do nosso
personagem, falei que ia mandar um "torpedo" falando do
aniversário dele, (só para brincar, pois não iria fazer isso...) ele
disfarçou e saiu da sala por um bom tempo, até terminar a aula.
Tinha dias que ele vinha bem humorado, mas outros dias
ele vinha "retado", era de lua. Percebendo essa particularidade
dele, deixei-o de lado por um tempo até ele perceber o seu erro.
Até que ele mudou, aí tudo voltou ao normal. Sempre saíamos à
procura de garotas, nas noites e shoppings. Um dia fomos a uma
festa na Pituba, errando o caminho, indo terminar em uma favela
deserta, sendo até parado pela polícia, onde os policiais
gentilmente nos avisaram do perigo, e a gente sem perceber nada,
resolvendo dar a volta...
Tinha uma garota, tão feinha que apelidamos de "porção",
pois tinha um focinho similar ao do suíno, ela quando viu o dito
cujo, não largou mais o seu pé, o que o prejudicava com as
meninas, pois como ia paquerar com um porção do lado? Uma
outra apareceu na "fita", chamada de Indi, digamos assim, era atéque tinha uma aparência razoável, contudo tinha uma brincadeira
de bater, tudo era na pancadaria. Um dia veio me estapear, só dei
uma peitada nela que ela nunca mais falou comigo, e sempre que
podia ia falar mal de mim para ele, como ele era meio bobo,
ficava calado, mas não "ficaram", com se diz hoje.
A época de cursinho tinha muitas coisas interessantes, mas
tudo passa, nós prestamos vestibular e passamos em cursos
diferentes, porém na mesma faculdade...
Na faculdade, foi muito legal, porque lá existia muita
universitária bonita, inclusive, estourou uma paixão desenfreada
por uma garota chamada Ana, que era muito bacana, contudo ele
se achava diminuído por ela, pois a síndrome dos sem carro já o
afetara, e como ela tinha uma Dakar, piorou, ele rondava,
rondava... E nada, assim teve que aplacar a sua paixão, ficando a
sonhar com os seus beijos. Quando a gente encontrava-o, parecia
que era outra pessoa, mas pisava no chão. Não conseguiu se
adaptar no curso que escolheu e passou para outro e mais outro,
resolvendo depois fazer medicina, que cansou de repetir uma das
principais matérias e depois foi jubilado.
Nesse ínterim, ele se apaixonou por mais uma garota, que
trabalha em uma telefônica, em um cargo de ponta, foi a que ele
teve a idéia de dizer ser autônomo, pois pelo menos não ficava
tão mal, porque todos nós sabemos a pressão que fica em um
homem desempregado, mas foi muito difícil agüentaras noitadas
com Joana, que só queria as melhores festas, baladas e boates, o
" que o forçou a vender tudo que tinha para sair comela. Um
tempo depois ela o dispensou, terminando ele sem dinheiro, sem namorada.
Nosso amigo resolveu prestar um concurso público, assim terminou trabalhando em um presídio da cidade, que era muito perigoso, pois o lugar é um barril de pólvora. Não se conformando, saiu depois que passou em uma estatal federal
famosa. Mas -como ele tinha pressão alta, foi muito difícil passar
no exame, foi nessa que uma vizinha chamada Gardênia, se que se aproximou dele e começou a ajudá-Io nesse problema, onde acabou conquistando-o .
Gardênia era muito possessiva e arbitrária,por isso não batia
muito comigo, e portabela atrapalhava na nossa amizade, o que
ela incutia na cabeça ninguém tirava.
Assim fomos nos afastandoe ele está cheirandoI
Gardênia até hoje, contente, eu não sei se está, m
amor dele foi Joana, que vez por outra ele troca (
pela outra, mas como ele diz que mulher é tudo i
conseguir nada melhor, ele consegue encarar esta:
aberto.

Marcelo de Oliveira Souza
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