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Cordel-->O PODER DA ESPERTEZA -- 07/01/2009 - 10:08 (Andarilho) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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O PODER DA ESPERTEZA
Silva Filho



Sempre são muito comuns
Aqueles causos de Minas
Que se ouve todo dia
Nas calçadas e esquinas
Como que um fabulário
Emergente das colinas.

São estórias engraçadas
(sem desfeita aos mineiros)
Que demonstram a cultura
De todos os brasileiros
Pois todos vivem felizes
Como irmãos ou parceiros.

Sendo assim eu peço vênia
Pra fazer uma narração
De mais um causo passado
Na predita região
Desta vez um capiau
Enfrentando um “Barão”.

O mineiro sem riqueza
Perto dum italiano
Limitando suas terras
Com o risco do afano
Pois aquele estrangeiro
Não agia por engano.

Certo dia veio à tona
O que já se esperava
Um documento suspeito
O direito lhe outorgava
E assim o italiano
Ao vizinho expropriava.

O coitado do mineiro
Ficou muito perturbado
Inda bem que mesmo pobre
Não faltou advogado
Um amigo de infância
E doutor mui respeitado.

Então começou a luta
Dentro do campo forense
“O homem que tem dinheiro
Geralmente é quem vence”
Ponderou pobre mineiro
O futuro a Deus pertence.

Com a sua matreirice
Circulando pelas veias
O mineiro pensou logo
Como afastar as teias
Um porquinho pro juiz
Destravar as suas peias.

Um presente pequenino
Pra ganhar a simpatia
Do magistrado austero
Que só justiça queria
Mas talvez esse reforço
Tenha força de magia.

Mal amanheceu o dia
O mineiro agitado
Chamou seu advogado
E o plano foi contado
Perguntando se podia
Fazer ato consumado.

O doutor falou direto
Sem deixar alternativa
O juiz é muito sério
E não faz a tratativa
Se você mandar presente
Perde a terra sem oitiva.

Como que desapontado
O mineiro se retrai
Seu pedacinho de terra
Do pensamento não sai
Quando vem uma idéia
Que não conta nem ao pai.

É chegado aquele dia
De prolatar a sentença
O juiz bate o martelo
E põe fim à desavença:
“A terra é do mineiro
E que sempre lhe pertença”

Quase que perdeu a fala
O doutor advogado
Pois nem envidou esforços
Com discurso requintado
Então pede ao mineiro
Algum fato ocultado.

O mineiro sorridente
Disse que cumpriu o plano
E mandou o seu porquinho
Pro juiz draconiano
Pondo como remetente
O Barão italiano.

/aasf/

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