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Contos-->O Caminho Certo -- 16/07/2004 - 12:31 (Andrea Fiuza) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
O Caminho Certo

Havia uma estrada por onde caminhava um certo homem, este estava indo de encontro a seu destino. Depois de andar por vários anos sem desanimar, encontrou uma hospedaria onde passavam muitos viajantes, também em busca de seus destinos.
Entre essas pessoas que paravam na hospedaria, alguns sabiam pra onde iam, tinham mapas, planos, cronogramas, outros, porém estavam ainda construindo seus planos de destino enquanto andavam. Havia ainda os que estavam voltando para reavaliar se tinham tomado o caminho certo. Entretanto, todos estavam indo e vindo, e ali, naquela pequena hospedaria, passavam e deixavam marcas de sua existência e sua busca; faziam amigos, uns que levariam para vida toda, outros que jamais tornariam a ver.
Essa hospedaria era um lugar muito pitoresco, até animador para caminhantes que, muitas vezes exaustos, chegavam lá. O dono, um senhor já de cãs embranquecidas, que cultivava hortaliças e sabedoria, contava parábolas todas as noites, enquanto servia uma restauradora sopa para seus hospedes que pernoitavam por lá.
Entre suas histórias cheias de saber, amadurecido e refinado, ele contava uma certa estória do caminho certo, estória esta que, para muitos, balizava seus planos de caminhada futuras.
O dono da hospedaria contava que havia um caminho certo, um caminho que quando encontrado levava os que caminhavam por ele a uma terra em que havia felicidade e abundancia de todos os prazeres, mas que também havia lá muita coisa por fazer, muitas benfeitorias que cada um que chegasse lá deveria colaborar fazendo a sua parte. Esse caminho leva a um lugar feito de sonhos, que além de sonhados são diariamente construídos e mantidos pelos sonhadores que alcançaram esse lugar. Não podia dizer o nome desse lugar, pois era um nome somente dado a conhecer aos que chegavam lá, e também porque ninguém que lá chegou tornou a trás pra contar. Tudo que se sabe deste lugar é contado por alguns que avistaram, mas não alcançaram.
Ao pronunciar tais palavras o dono da hospedaria estava desvendando aos seus hospedes um novo mundo que soava a sua platéia como um mapa do tesouro. Não obstante levanta a voz um e outro clamando que lhes ensinasse o tal caminho para essa terra de delícias. E o dono da hospedaria continuava sua estória.
Para encontrar esse caminho é preciso saber quem se é. Por vezes o caminho questionará isso a você. Além disso, será necessário levar consigo um punhal, pois nesse caminho há muitos cipós que tentarão prende-los, mas esse punhal que os livrará destes obstáculos chama-se perdão. Sem o perdão vocês não conseguirão caminhar livres, antes ficaram amarrados, presos nos obstáculos do caminho. Um homem se levantou comentando desanimado “Esse é um caminho muito difícil...”, o dono da hospedaria rebateu: “Na verdade, é impossível aos covardes”. Alguns riram, outros se ressentiram, mas continuaram a ouvir.
Além do punhal chamado perdão, é necessário aos caminhantes levarem consigo mais duas coisas, uma lamparina chamada esperança, que vai iluminar o caminho quando tudo estiver em trevas, e uma bússola chamada fé, que vai orienta-los durante a caminhada.
Nessa altura da estória, um homem levantou e fez uma pergunta, pergunta essa que já corria o pensamento de todos “Meu senhor, como saber se estamos nesse tal caminho certo?”. Todos os hospedes absolutamente atentos aquelas palavras que o dono da hospedaria lhes contava, ficaram perplexos ao ouvir sua simples resposta “Você saberá que está no caminho certo quando não tiver mais dúvidas, e quando seu coração exultar de felicidade por mais dificuldades que possas enfrentar.”
Naquela noite muitos tiveram um sono perturbado, procurando encontrar os elementos necessários para trilhar o caminho certo. Outros nem se incomodaram, permaneceriam buscando seus caminhos, certos ou não, mas que os levariam a algum lugar.
Na manhã seguinte, os hospedes acertaram suas contas e partiram cada qual para seu caminho, mas um certo homem permaneceu ali, na hospedaria. O dono foi tomar conhecimento da razão de sua permanência, acaso estaria doente ou qual seria a sua razão. Este quando questionado apenas respondeu, me parece mais sensato parar por aqui até que encontre as respostas e os elementos para seguir para o caminho certo, caso contrario apenas estarei, novamente, andando a esmo, me desgastando sem propósito. Preciso de um tempo pra repensar o meu caminho e então, quando tiver certezas começarei a trilhar o caminho certo, caminho das certezas.
Muito satisfeito, o dono da hospedaria deixou-o no quarto com suas duvidas para que pudesse em paz construir suas certezas.




Por Andréa F. Fiuza
16/7/04



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