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Contos-->Isabel, a Massagista -- 16/05/2004 - 11:33 (Antonio Perdizes) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Isabel, a Massagista

A cidade parecia afundar no meio da neblina. Do décimo segundo andar de um prédio antigo, no centro da cidade, Isabel olhou pela janela e não pôde avistar nada, nem o cais do porto, com os barcos que descarregavam areia nos depósitos, nem a ponte elevatória. Era uma daquelas manhãs de sábado em que todos estão com pressa, correndo, de um lado para o outro, para terminar alguma tarefa e retornar às suas casas.
Trajava um vestido desgastado que vestia apenas quando fazia a limpeza do pequeno apartamento, o qual, servia de moradia e local de trabalho. Dividira a sala ao meio, num lado ficava a recepção, no outro, um quartinho com uma maca.
A campainha tilintou. Nunca recebia ninguém aos sábados e muito menos sem se anunciar. Foi atender a porta do jeito que estava, sem se preparar.
- Bom dia, disse o moço bem aparentado e olhar tímido.
- O que você quer? Indagou grosseiramente, segurando a vassoura em uma das mãos e com um olhar agressivo.
Ele tentou gaguejar alguma palavra, deu meia volta para se retirar e, então, ela interveio.
- Espere.... é a massagista que você está procurando?
Não fora sua intenção tratá-lo daquele jeito, ao abrir a porta. Ela não era assim. Foi pura distração por estar fazendo o serviço da casa. Não podia perder fregueses. Já se foi o tempo em que os clientes eram tantos, que ela até podia dispensá-los se dizendo ocupada. Sua clientela era formada por empregados do comércio, ali mesmo, do centro da cidade e estava ficando cada vez mais disputada pela grande concorrência.
Pediu desculpas e se explicou, tentando melhorar a primeira impressão que dera. Conduziu-o para o quartinho. Colocou um lençol novo sobre a maca e sugeriu que ele se despisse e esperasse, enquanto ela se prepararia.
Vestiu seu uniforme: saia curta com uma mini blusa abotoada na frente e que deixava a barriga à mostra. Possuía um corpo bonito. Era magra por natureza e tivera sorte de ser assim. A idade até ali não a prejudicara.
Quando Isabel retornou, ele estava sentado e despido sobre a maca, sem saber o que fazer. Ordenou que ele deitasse de bruços, e, com a palma da mão, começou a passar um óleo suavemente por todo o corpo. Não estava com vontade de fazer massagem. O corpo do moço, de uns 30 anos, era bonito e musculoso. Foi fácil descobrir que era do interior. Com poucas palavras ele contou que viera a capital para fazer algumas compras, retornando naquele mesmo dia.
Começou a dedilhar suavemente, com todos os dedos das mãos o corpo dele, como se estivesse tocando piano. Devagarzinho, dos pés aos ombros, se detendo nas partes mais sensíveis, que ela sabia localizar. Era mais um carinho do que uma massagem.
Ele percebeu e estava gostando. Isabel ordenou que ele se virasse. Obedeceu sem compreender o porquê, já que ela não havia completado a massagem. O inusitado carinho fez com que ele tivesse uma ereção.
Ela sabia, muito bem, porque seus clientes queriam massagem. Claro que gostavam de ser tocados, porém, era por causa dos finalmente que estavam ali. Todos possuíam a necessidade de se aliviarem. De quantos paus iguais aquele ela havia extraído, com suas mãos ou com a boca, o sêmen. Daria para encher litros, baldes ou mais. Gostava de fazer seu trabalho direitinho, retirando até a última gota. Contemplar as expressões de alivio, prazer e a tranqüilidade do relaxamento, que aquilo proporcionava.
Fazia algum tempo que não transava. Seus clientes não possuíam dinheiro e com transa, era mais caro. A maioria só queria mesmo a masturbação. Hoje não só para compensar a falta de delicadeza inicial, mas também porque simpatizara com ele, resolveu aproveitar. Estava precisando de sexo e de preencher o vazio que sentia.
Retirou facilmente a blusa e deixou a saia cair. Apanhou uma camisinha e colocou usando a própria boca, para não deixar formar a bolsa de ar da extremidade.
Subiu sobre a maca e sentou sobre o corpo dele. Abriu-se e encaixou, descendo o corpo devagar e aos poucos, até engolir todo o membro e ficar com a pélvis colada com a dele. Fechou os olhos e começou a movimentar o corpo com um pequeno jogo de quadris. Ele passivamente observava tudo.
Isabel tentou se concentrar e não pôde. Eram sempre as mesmas cenas que agora voltavam novamente à sua cabeça. Parecia que nada tinham a ver com sexo. Via-se menina, brincando no pátio junto à casa dos seus pais, correndo de um lado para outro, e seu pai na janela observando tudo.
Ela queria sentir o gozo do sexo e não conseguia. Procurou seu clitóris com uma mão, começando a se masturbar. Sentiu que isto também não resolvia, então, deitou-se sobre ele. Recostou os seios no peito dele e começou beijá-lo. Eram muitos beijos, no pescoço, rosto, olhos e queixo.
Ele passava um visível nervosismo. Não havia combinado isso com ela. Deveria ter sido apenas uma massagem normal, e, agora, ela estava fazendo aquilo. Desconfiou que era para cobrar mais. Não estava compreendendo. Pediu para mudar de posição e ficar por cima. A maca rangia com seus movimentos. Acelerou com golpes profundos até gozar.
Foram juntos até a porta, ele com o olhar baixo. Isabel estava resignada e habituada com a situação, não parecia constrangida. Tentava não se abater e cobrou apenas o preço normal de uma massagem.
Abriu a porta, ele ia sair e virou-se para se despedir. Quando olhou nos olhos dela, não pôde deixar de perceber o desencanto e compreendeu tudo. Viu naquele rosto todas as carências. Deu um passo na sua direção e a abraçou. Foi um abraço vigoroso, envolvente e carinhoso. Sussurrou um pedido de perdão. Isabel se deixou abraçar e retribuiu. Recostou a cabeça em seu ombro. Há muito não sentia isto. Ficou assim por um breve momento. O suficiente para ascender sua alma. Melhor que sexo, melhor que tudo.
Olhou para a janela. Lá fora a cidade se iluminava com o sol que surgia e o seu coração também.

Antonio Perdizes

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