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Crônicas-->Centenário do Dr. Mozart Cardoso de Alencar -- 06/07/2003 - 05:25 (m.s.cardoso xavier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Centenário do Dr. Mozart Cardoso de Alencar:
In: J. Lindemberg de Aquino: colaborador do Jornal do Cariri./Juazeiro do Norte-Ce/28/05/2003.

Descendente de uma das mais ilustres famílias do Brasil – os gloriosos Alencares, o dr. Mozart Cardoso de Alencar veio ao mundo em Barbalha, no dia 28 de maio de 1903; Neste dia 28, faria 100 anos, se vivo fosse.
Uma data, certamente, inesquecível, para os parentes e amigos, notadamente para a família ilustre que deixou. Ainda conheci seu pai, dr. Manoel Florêncio de Alencar, todo de branco, andando em cavalo de grande beleza e com elegante porte. Sua genitora era d. Maria Angélica Sampaio Cardoso de Alencar. Pelo lado paterno sua descendência vem das famílias Alencar e Sousa Ferraz, de Pernambuco. Do lado materno provém das famílias Cardoso e Sampaio de Porteiras e de Barbalha, dois municípios cearenses.
Avós paternos: Raimunda Florêncio de Alencar e Minervina Idalina de Sousa Ferraz. Maternos, Joaquim Inácio Cardoso dos Santos e Maria Angélica Sampaio Cardoso.
Depois de estudar as primeiras letras, foi aluno do Colégio Diocesano de Crato, onde concluiu o Ginasial. Depois, estudou em Fortaleza. Timha 17 anso quando perpetrou o primeiro soneto, Casa das Palmeiras. Em 1921, estava no Liceu do Ceará, concluindo os preparatórios em 1925. Na capital cearense também compôs belos sonetos, Em 1926 ei-lo em Salvador, onde muito versejou e estudou. Fez os cursos de otorrino e dermatologia. Deixou a Medicina na Bahia no quarto ano e foi para o Rio de Janeiro. Na antiga capital, continuou medicina, fazendo cursos de tisiologia, oftalmologia, ginecologia, obstetrícia e urologia, colando grau, ali, como médico, em 20 de dezembro de 1930. Em 1931 estava em Juazeiro. Trabalhou no primeiro posto de saúde da cidade, desde 34. Chefe do Serviço de Peste Bubônica, em Crato, em 36. Em 1945, contraiu matrimônio com Odete Rodrigues de Matos, de Juazeiro.
Nasceram 6 filhos: Daltro Teive, Gualter, Dante, Galba e Maria Angélica. E o seu profundo amor paternal fé-lo registrar como filhos legítimos, Humberto e Mozart.(filhos de anterior união).
Vereador em Juazeiro em 48 e 52. Em 68 recebeu o título de cidadão juazeirense. Em 31 de março de 73 eleito prefeito de Juazeiro.
Recebeu inumeráveis homenagens. Publicou livros. Fez versos. Foi compositor e tinha bonita voz. Um seresteiro nato. Tinha inteligência rara e aceitava qualquer desafio. Em 30 de dezembro de 85 recebeu a Medalha do Mérito Padre Cícero, a maior comenda da cidade.
Dr. Mozart foi uma legenda. Homem caridoso e bom, tinha virtudes, e, como qualquer ser humano, podia ter defeitos. E se os teve, assumia corajosamente. Nunca deixou de atender a um doente. Foi um médico dedicado do Padre Cícero. Uma figura notável no cenário intelectual, social e político do Cariri.
Faleceu a 15 de dezembro de 1996, está sepultado no Cemitério do Socorro. Tive a honra de figurar entre seus amigos. E amigo sou de seus filhos. Dele guardo imperecíveis recordações, boas piadas e tiradas de gênio sem maldade, prestimoso, inteligente, útil e cheio de cidadania. Um grande homem que não deve e não pode ser esquecido.


Comentários

Roberto Jorge de Câmara Cardoso (1945)  - 03/12/2014

Meu pai Teotônio de Abreu Cardoso (1910) foi primo em primeiro grau, de Mozart Cardoso Alencar, ou seja a mãe de de Mozart Cardoso Alencar, Maria Angélica Sampaio Cardoso Alencar, era tia de meu pai. Não conheci pessoalmente Mozart, mas convivi um pouco com seus irmãos: José Cardoso Alencar, brilhante advogado criminalista, Otávio Alencar, funcionário do Hospital Geral de Maranacaú, e Odálio Alencar (advogado, procurador do Estado) que frequentavam a casa de meus pais em Fortaleza (Mondubim), CE.

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