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Cordel-->LÁ NA TERRA DOS CAMÊLO -- 30/08/2007 - 11:41 (ZÉ CEARÁ) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Andei muito de jumento
Na minha égua malhada
Já derrubei muitos boi
Nas festas de vaquejada

Mas lhe digo seu dotô
Já amuntei sim sinhor
Em todos bichos de pêlo
Mas ninguém me avisou
Que lá no exterior
Eu ia andá amuntado
Era no tal do camêlo

Sapequei logo as ispora
Pro mode o bicho corrê
E o bicho num curria
E si danava a gemê

Êta bicho devagá
Eu muntado num preá
E o sinhô num jumento
Nóis chegava mais ligêro
Do que naquele nojento

Arrumei logo um cipó
Prá vê se o bicho corria
E quanto mais eu danava
O danado só gemia

O beduíno chegô
Me pidindo dez reá
Puxei logo da pexêra
Agora o pau via quebrá

Aqui num tem cabra macho
Que nem lá no meu sertão
Pulô logo uns vinte cabra
Todos de arma na mão

Era uma língua enroloada
E Eu sem nada intendê
Os caba ia me cercando
E Eu no meio da roda
Sem poder me remexê

Os caba usava uns pano
Amarrado na cabêça
Êta terra isquisita
As muié toda cuberta
Pro caba num pudê vê
Iscuiê a mais bunita

Marcamo cum os beduíno
Mode nós se incontrá
Depois que eu descobri
Que eles não tem casa certa
E mora em qualquer lugá

As muié desse país
Tem pescoço chei de prata
A pele é seda macia
Mas não tem o temperado
O ranço, o cheiro de gado
Dos guardado de Maria

E Eu vi dizê que lá
O caba pode casar
Inté cum quatro muié
E o caba sem vê a cara
Cumé que pode dá pé?

Nos time de futibó
Quem manda é o presidente
O povo lá não faz farra
Com litro de aguardente

Lá na terra dos camêlo
Qualquer dia eu vou vortá
Trazê um bicho daquele
De vorta pro Ceará
Vô cruzá com uma jumenta
Prá vê qui bicho vai dá

Vai nascê uma jumentinha
Cum o pescoço bem grandão
Cum caroço bem no lombo
Prá Joca butá a mão

Pros matuto buscá água
E um dia se alembrá
Se arrecordar do cabôco
Das banda do Ceará
Qui pegou um avião
Foi prá terra dos Camêlo
E trouxe um bicho de lá
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