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cronicas-->Cunhadagem -- 07/12/2002 - 22:50 (Thomaz Figueiredo Magalhães Neto) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


O telefone toca outra vez, Marcos reluta em atender podia ser a sua mulher, querendo continuar a briga de minutos atrás.

-Aló

Era seu cunhado, que mora no Rio, ela estava hospedada lá.

- Pó cara, você está com tudo e nem sabe!

- O quê?

- Sua mulher tem o pior conceito possível sobre você como homem. Acha que já deu o que tinha que dar, que só pensa em ficar com seus amigos barrigudos, que já encerrou sua carreira sexual. E que não precisa mais se preocupar com suas galinhagens, porque você não dará no couro.

- Tó me lixando para o que ela fala, ou acha de mim, ou de qualquer outra pessoa.

- Pois é, mas você não está sacando que isso é a sorte grande, quero que a minha também entre nessa, você tem que me ajudar, é mais difícil prá mim. Afinal a minha é menos feia que a sua, e eu me perco de vez em quando...

- De vez em quando todo dia, seu degenerado, você não perdoa nem esse bagulho da sua mulher! Escute, eu tó arrumando umas coisas aqui, nós...

- Peraí, é simples, é só...

Não teve jeito, Marcos, que é médico, teve que ouvir a ladainha do cunhado. Queria que ele mandasse uma carta, fingindo ser resposta a outra. Na qual o cunhado lhe pedia ajuda para resolver o problema de falta de libido e até de ereção - ele ia até dar umas providenciais brochadas de propósito. Para responder também se não fazia mal usar Viagra sempre, melhor dizer que era toda vez, e que como médico aconselhava parar de tomar assim desse jeito, que procurasse um cardiologista, que podia ser problema de pressão, ou qualquer outra coisa grave. Que se quisesse vir a São Paulo seria melhor, faria uns exames e tal e coisa. A carta seria "esquecida" em algum lugar para a mulher ler.

Marcos retrucou lembrando ao cunhado que todos os planos que ele fizera para enganar a mulher deram errado, e que além disso esse negócio de homem escrevendo cartinha prá falar disso parecia mais coisa de viado.

O cunhado nem lhe ouvia. Pediu também para comentar com a esposa que o marido da tua irmã vai morrer, tem brochado, tem pressão alta e tá tomando viagra sem parar. A maldade das duas irmãs faria o resto. Marcos mandou o cunhado fazer um rascunho da carta, se livrou da ligação e foi dormir, pensando na Jurema da bunda francesa. Ia passar a manhã toda com ela.

(Do Romance Conto Infinito - Dezembro 2002)



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