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cronicas-->A IGAÇABA DE CURURUS -- 12/01/2000 - 14:49 (Ildefonso Sambaíba) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
A IGAÇABA DE CURURUS

A prosa do Sr. Portocalvo é tão instigante quanto sua poesia. Linguajar com gaguez jornalística, vício dos anos de profissão, cede a um polido texto, de exuberante leveza. Exato encaixe para os traços da personagem central. Esta - ufa! - obcecada por desvelar mistérios implícitos em relicária igaçaba tupi-guarani, exumada na aldeia de Cururus.

- Revolver o passado e achar o futuro da raça!

Tímidos, noticiários atestam: dos 300 mil restantes no Brasil gigante-pela-própria-natureza, 50 mil índios tornaram-se migrantes reclusos nas urbes metropolitanas. Natural antever-se, nos alvoreceres vindouros, curumins pungidos por maçantes pelejas em acérvulos bibliográficos. Estarão a garimpar indícios à conta das próprias origens.

- Quantos fóramos? Quantos seríamos?

Televisores acabam de invadir o´karas, violando intimidades guajajaras, no Maranhão dos babaçuais. Consequência: Exibindo perícia milimétrica, fêmeas de cabelo-liso-e-pele-cor-de-cobre se extasiam, bamboleando os quadris, nas excitações do forró, do samba, da dance music. Desativa-se o ritmo dos maracás.

- Há vítimas? Réus?

Lograsse eu de oportuna interlocução, afirmaria: Agregar persistência à temática que o acolhe em novo gênero literário, caríssimo Portocalvo, é assumir posto avançado no front defensor da cultura noutrora património de cinco milhões de nativos.

"... só agora este lugar me quis", dirias.


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