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Teses_Monologos-->Monólogo: Fragmentos poéticos ( I ) -- 16/09/2002 - 14:22 (Durval Filho) |
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MONÓLOGO: FRAGMENTOS POÉTICOS ( I )
No limbo das impurezas
Encontrei meus escombros
Decompondo-se de mim...
No deserto da obscuridade
Nas areias formam montes
E nos montes secam ossos.
Os minutos passam
Formando as horas
E estas os dias e anos;
Que matam a vida...
Luz... Pigmentos de sons,
Fé implode no peito
Aflorando o desejo.
Os desejos são tamanhos
Que ultrapassam a razão...
Tanto querer sem poder,
Morrem-se agonizantes os lindos sonhos.
É tudo feito de pureza
Lembrando a cor da paz
A vida esvaziou-se,
Tornou-se pó!
E ao preceito voltou,
Ao pó de antes...
Evolução, evolução, evolução,
Avalanche dos sonhos meus...
Anjos audazes avoantes,
Que nada detenha suas línguas
Até que tudo seja dito.
As pegadas são muitas;
Umas vêm, outras vão,
Mas a verdade é que todas ficaram
Gravadas na areia ao chão.
A morte ceifou a vida,
Viveu dormindo boiando no lodo...
Sombra da esquina pedindo socorro.
Denunciem a estupidez
Com línguas de fogo.
Aí vem a injustiça
E mata-nos sem culpa.
Nessa morte enxergamos
O real da vida, sem enganos,
Que cresce no íntimo de todos
E finda-se lentamente ao passar dos anos.
Do monturo à vida
Nascem sonhos novos
Que se fortificam.
E eu morro...
( morro de montanha!?)
Montanha de monturo.
DURVAL FILHO
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