- APRESENTAÇÃO
- ONDE ESTÁ O QUE ORA REFUTO?
- O QUE MILITA EM FAVOR DE MINHA TESE
- QUAL A DEFINIÇÃO DE GIGANTES
- QUEM SÃO OS GIGANTES DE QUE FALAM OS GREGOS
- ENTENDENDO A MITOLOGIA GREGA
- OS PRINCIPAIS SERES MITOLÓGICOS DA GRÉCIA ANTIGA
- OS FILHOS DE DEUSES COM MORTAIS
- CONCLUINDO
APRESENTAÇÃO
O que significa o termo “Nefilim” e suas implicações nos imaginários herético e santo é o ponto sobre o qual vou tratar neste esboço, sem ter a pretensão de dar a palavra final sobre o tema, esgotando o assunto, nem tampouco arvorar-me em entendido no mesmo. Busco, tão somente, fornecer dados que, por sua vez, poderão servir de base para contestação mais eficaz da tese que dá a tais seres características anti-bíblicas.
Corroborando esse meu comentário tem a Bíblia de Estudo Pentecostal – João Ferreira de Almeida Revista e Corrigida – 1995 - CPAD - Comentário sobre Gênesis 6:2 – Página 41.
è“OS FILHOS DE DEUS. Esses “FILHOS DE DEUS”, sem dúvida, eram os descendentes da linhagem piedosa de Sete (cf. Dt 14.1; Sl 73.15; Os 1.10); eles deram início aos casamentos mistos com as “FILHAS DOS HOMENS”, i.e., mulheres da família ímpia de Caim (...). A teoria de que os “FILHOS DE DEUS” eram anjos, não subsiste ante as palavras de Jesus, que os anjos não se casam (Mt 22.30; Mc 12.25). Essa união entre os justos e os ímpios levou à “MALDADE” do versículo 5, i.e., os justos passaram a uma vivência iníqua. Como resultado, a terra corrompeu-se e encheu-se de violência (vv 11-13; ... )”(grifos meus).
Corrobora, também, esse mesmo comentário a Bíblia de Estudo Temas em Concordância – Editora Central Gospel – 2005 - Bíblia Sagrada Nova Versão Internacional ÔÓ 1993, 2000 - Comentário sobre Gênesis 6:4 – Página 16 ... nefilins ...
è“Possivelmente gigantes ou homens poderosos. ...“
Convido agora, para dar sua opinião acerca do assunto, John D. Davis, autor do mais recomendado Dicionário Bíblico da história: Dicionário Bíblico Davis:
è“Quando os hebreus tomaram Hebrom, os ENACINS que dali escaparam, refugiaram-se nas cidades dos filisteus, 1 Sm 17: 4; 2 Sm 17: 4; 2 Sm 21: 15-22. Golias de Gate e Jesbibenobe, e outros filisteus de desmesurada altura, é possível que pertencessem à raça dos ENACINS refugiados. O vale dos RAFAINS, ou dos GIGANTES perto de Jerusalém, fazia sempre lembrar a raça dos gigantes que outrora ali habitavam, Js 15: 8; 18: 16. A SIGNIFICAÇÃO EXATA DA PALAVRA HEBRAICA NEPHILIM, que em Gn 6: 4 e Nm 13: 33, SE TRADUZ POR GIGANTES, é incerta, e TANTO PODE REFERIR-SE À ESTATURA DOS HOMENS, COMO À SUA FEROCIDADE; À DEGRADAÇÃO DE SEU CARÁTER, COMO À ILEGITIMIDADE DE SEU NASCIMENTO. Na última passagem citada, se descrevem os ENACINS COMO HOMENS DE ESTATURA EXTRAORDINÁRIA; e na primeira de Gn 6: 4, fala-se de HOMENS POSSANTES E AFAMADOS, TRADUÇÃO DA PALAVRA HEBRAICA NEPHILIM. Do mesmo modo que se DESCREVEM OS HOMENS VALENTES DE DAVI em 1 Cr 11: 10, 24”.(grifos meus).
Não poderia, ainda, deixar de convocar alguém com bagagem suficiente para calar as bocas daqueles que questionarem este esboço, não bastasse o já exposto.
Comentários de Antonio Neves de Mesquita – Ex-professor do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, e do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, e do Seminário Teológico Betel do Rio de Janeiro, contidos na Bíblia Soft Versão 3.10 – EDISOFT Edições Informatizadas Ltda. – www.bibliasoft.com.br, discorrendo sobre Josué 11:7 a 23, em T 131432200047:
è“Terminada a campanha do norte, Josué ruma para o sul. A limpeza no sul de Judá e outros locais não tinha ficado completa. O verso 21 do capítulo 11 indica o novo rumo: a busca dos gigantes que tinham ficado. Enaque significa gigante. Eram descendentes de Arba, um dos filhos de Hete (Gên. 23:3). A cidade de Quiriate-Arba, depois Hebrom, ao sul de Judá, deriva o seu nome desta gente, espalhada por todo o sul da Palestina, de maneira que quando os 12 espias vieram ver a terra encontraram lá alguns desta raça, o que lhes fez parecer gafanhotos junto deles (Núm. 13:33). A cidade de Hebrom, que Josué já havia tomado, era um reduto dessa gente. Os ENAQUINS são muita vez confundidos com os NAFELINS, SEGUNDO ALGUNS COMENTADORES, DESCENDENTES DO CONÚBIO DOS ANJOS COM AS FILHAS DOS HOMENS (GÊN. 6:12). NÃO HÁ NADA DISSO. Quer os NAFELINS, que significa caídos, do verbo hebraico Nafal, cair, como os ENAQUINS, nada há de anormal. Apenas uma família deu origem a um grupo, que se avantajou em estatura. Golias era um remanescente dessa gente enaquim. Josué, pois, desce do monte e vem ao encontro dos enaquius. Talvez fossem aparentados com os EMINS. Nas montanhas de Judá, Hebrom e arredores, nenhum ficou, se não alguns em Gaza, Gate e Asdode. Voltamos a lamentar que Josué não tenha estendido sua campanha até os filisteus. Teria exterminado os gigantes, que algumas vezes fizeram muito mal aos hebreus. Calebe teve de lutar com os remanescentes dessa gente quando recebeu Hebrom em herança. A cidade de Quiriate-Arba (Arba pai de Enaque), em Hebrom, foi uma das cidades que Calebe teve de conquistar à força. Antes que Zoá, no Egito, fosse fundada, fundaram Quiriate-Arba nas montanhas de Yudá, por isso, uma das mais antigas cidades da Palestina (Núm. 13:22; Jos. 15:13-54). Talvez Laquis, Jericó e Quiriate-Arba sejam as mais antigas cidades da Palestina. Pelos dizeres do capítulo 12, versículo 24 estava terminada a campanha da conquista. O que ficou por fazer seria tarefa das tribos, posteriormente”.(grifos meus)
CONTINUA o professor Antonio Neves de Mesquita, agora discorrendo sobre I Samuel 21:15 a 22, em T 201425350156:
è“Havia em Gate uma raça de gigantes de que já nos ocupamos quando tratamos da cidade de Quiriate-Arba. O autor estudou exaustivamente o CAPÍTULO 6:4 DE GÊNESIS, em seu Estudo no Livro de Gênesis. A origem dessa raça é ignorada, mas nos primitivos tempos ela existia. Em Gênesis SÃO CHAMADOS NEFILIM, DO VERBO HEBRAICO NAFAL, QUE SIGNIFICA "CAIR". O autor discute se os gigantes eram assim na estatura ou na maldade. Em Gênesis 14:5 é esta gente chamada REFAIM, também dada como GIGANTES por outros textos. Em Números 13:28, 33, os filhos de ANAQUE, os conhecidos ANAQUINS, são encontrados em QUIRIATE-ARBA (Jos. 14:15). Estes já não são chamados nefilim, mas anaquins, filhos de Anaque. Poderiam também ser chamados nefilim, mas não o são. Em Deuteronômio 9:2 são também chamados filhos dos anaquins, que parece ser o termo genérico para esta raça de homens grandes. Em II Samuel 21:16 não é dado apelativo aos gigantes. Um descendente dos gigantes é chamado pelo nome próprio de Isbi-Benobe. A sua armadura é igual à que usava Golias, morto por Davi. Intentou matar Davi, mas Abisai, filho de Zeruia, foi em seu socorro e o matou. Dali em diante Davi foi proibido de tomar parte nestas lutas. O verso 18 relata mais uma luta de filisteus com os israelitas, quando Sibecai feriu a Safe, que era descendente dos gigantes”.(grifos meus).
CONTINUANDO...
è“Há uma regrinha de interpretação das Escrituras que manda que não se interprete um texto qualquer fora do seu contexto, pois um explica o outro. OS QUE INTERPRETAM A BÍBLIA, USANDO TEXTOS ISOLADOS DO SEU CONTEXTO, TÊM TIRADO AS CONCLUSÕES MAIS LOUCAS EM MATÉRIA DE DOUTRINA. Algumas seitas no Brasil fazem assim. Por isso se usam referências e harmonias, para que a Escritura seja explicada pela Escritura. Não há contradições, apenas leituras diferentes.”(grifo meu).
CONTINUANDO...
è“Houve ainda outra peleja em Gate (v. 20). Lá estava um outro gigante, em cujas mãos e pés havia seis dedos, e também esse injuriava os israelitas. Jônatas, filho de Simei, irmão de Davi, o feriu e matou. Não deve constituir surpresa para os leitores haver uma família de gigantes, homens de estatura anormal, cuja origem a Bíblia não esclarece e nem tem obrigação de o fazer. HÁ REGIÕES QUE PRODUZEM RAÇAS ANORMAIS, OU FORA DO COMUM. OS IRLANDESES SÃO HOMENS DE GRANDE ESTATURA, ENQUANTO OS ITALIANOS SÃO DE ESTATURA MEDIANA, E ATÉ BAIXA. CADA REGIÃO PRODUZ O SEU TIPO. Os africanos não têm a pela escura por causa do crime de Caim, como muita gente pensa, mas por causa do clima e das condições de vida através de milênios. Os índios peles-vermelhas são diferentes dos índios guaranis ou tapuias e crê-se que a origem foi uma só. Parece que os norte-americanos estão mudando a cor da pele e apresentando tendências pelas quais daqui a alguns milênios se parecerão com os peles-vermelhas. Bem, aqui não se trata de descrições antropológicas. Apenas umas informações para justificar a existência de gigantes em Gate, como em outros lugares, referidos na Bíblia. O nosso texto acrescenta que estes quatro nasceram dos gigantes. Não quer dizer que não houvesse outros, mas estes quatro tomaram a frente nas lutas contra os seus vizinhos, e por isso são mencionados. Deveria haver outros.”(grifos meus)(fim dos comentários do professor Antonio Neves de Mesquita neste esboço).
O professor Antonio Neves de Mesquita argumenta com dados incontestes acerca do tema em tela. Ou seja, os NEFILINS são os mesmos ANAQUINS que são os mesmos EMINS que são os mesmos REFAINS que são os mesmos GIGANTES de que trata a BÍBLIA SAGRADA.
Vejamos agora o que nos diz o Dicionário Bíblico Davis, o mais recomendado no meio evangélico, sobre os termos em tela:
GIGANTE è Homem de extraordinária estatura, como Ogue, rei de Basã, cujo sarcófago media nove côvados de comprimento por quatro de largo, Dt 3: 11. Golias de Gate, que tinha seis côvados e um palmo de altura, 1 Sm 17: 4, e o egípcio que Banaias matou, também de cinco côvados de estatura, 1 Cr 11: 23. Uma raça de homens desta natureza fazia parte dos habitantes de Canaã, como os enacins, os emis, os zonzomins e outros povos do oriente do Jordão, Dt 1: 28; 2: 10, 11, 20, 21; 9: 2.
EMINS è Hebreu – Terrores - Nome dos primeiros habitadores do território ocupado pelos moabitas, homens de elevada estatura como os enacins, constituindo um povo numeroso e forte, Dt 2:9-11. O rei Quedorlaomer os desbaratou nas planícies de Quiriataim, Gn 14:5.
ENAQUE è 0 pescoço comprido - Nome coletivo dos enaquins, Nm 13:22; Dt 1:28, que possivelmente descendem de Arba, Js 14:15; 15:13.
ARBA è Quatro - Nome do maior homem entre os enacins ou anaquis. Foi ele quem deu o nome de Cariate-Arba à cidade que ele fundou, que depois se chamou Hebrom, Js 14: 15; Jz 1: 10.
ENAQUINS è Raça de gigantes ligada nos refains, Nm 13:33; Dt 2:10, 11, 21. Desta raça de gigantes, três famílias se estabeleceram em Hebrom, Nm 13:22, outras se encontraram em várias cidades vizinhas, na região montanhosa do país, Js 11:21; 15: 14; 17:15. Foram destroçados por Josué, Js 10: 36, 39; 11:21; na partilha da terra em Hebrom foi grande a mortandade, Js 14: 12; 15:13-19; Jz 1:10-15. Restaram alguns em Gaza, Gate, Azote e no país dos filisteus, Js 11:22. O gigante Golias de Gate era um dos enaquins.
REFAINS è 1. Nome de um povo, homens de grande estatura, que nos tempos antigos, e mesmo antes de Abraão devem ter chegado à Palestina, ali habitavam, ocupando as terras de ambos os lados do Jordão, Gn 14: 5; Dt 2: 11, 20; 3: 11; e Gn 15: 20; Js 17: 15. Um resto refugiou-se entre os filisteus, quando os hebreus entraram em Canaã, 2 Sm 21: 16, 18, 20, 21. è 2. Nome de um vale perto de Jerusalém e de Belém, Antig. 7: 4, 1; 2 Sm 23: 13, 14, ao sul da cidade e do vale de Enom, Js 15: 8; 18: 16, muito fértil, Is 17: 5, que se presume ter sido habitado pelos refains. Por duas vezes, neste vale, Davi derrotou os filisteus, 2 Sm 5: 18-22; 23: 13; 1 Cr 11: 15; 14: 9. É quase certo que seja o grande vale, de cerca de três milhas de comprimento, que se estende a sudoeste de Jerusalém, começando na ravina que serve de limite à cidade pelo lado do sul e do oeste, até meio caminho de Belém. Declina rapidamente para o ocidente. É pedregoso, mas de grande fertilidade.
OGUE è Nome do rei de Basã, Dt 3: 1, 8, cujo domínio se estendia desde o Jaboque até ao monte Hermom, 8: 10 com Nm 21, 23, 24. Residia alternadamente em Astarote e em Edrai, Js 12: 1, 5; 13: 12. Era homem de grande estatura, o último dos rafains, cujo leito de ferro se mostrava em Rabá, e tinha nove côvados de comprimento e quatro de largo, pela medida de um côvado de mão de homem, Dt 3: 11. Depois da vitória sobre Seom, rei dos amorreus, os israelitas deixaram as famílias e os seus gados, em segurança no campo de Pisga, e marcharam contra Ogue, o qual derrotaram e mataram em Edrai, e tomaram posse de seu país, Nm 21: 20, 32-35; Dt 3: 14, que foi dado à meia tribo de Manassés, Dt 3: 13.
QUIRIATE-ARBA è cidade de Arba - Antigo nome da cidade de Hebrom, que parece haver sido fundada por Arba, pai de Enaque, Gn 23: 2; Js 14: 15; 15: 13, 54; 20: 7; 21: 11; Jz 1: 10. Ainda existia com este nome no tempo de Neemias, Ne 11: 25. Veja Hebrom.
Caso haja, ainda, algum argumento contrário ao que ora exponho, provocado, talvez, pela contemporaneidade das fontes, reporto-me ao escritor e historiador mais respeitado pelos evangélicos de todas as épocas em se tratando de assuntos bíblicos: Flávio Josefo, autor do livro História dos Hebreus, livro que, “... Depois da Bíblia, é a maior fonte de informações sobre os impérios da antiguidade, o povo judeu e o Império Romano (comentário de contra-capa do referido livro editado pela CPAD)”.
Vejamos o que diz Flávio Josefo, citando o referido trecho bíblico em Gênesis 6:1 a 5:
è“... Assim atraíram sobe si a cólera de Deus e OS GRANDES (*) DA TERRA QUE SE CASARAM COM AS FILHAS DESSES DESCENDENTES DE CAIM PRODUZIRAM UMA RAÇA DE GENTE INDOLENTE QUE, pela confiança que tinha em suas forças, se vangloriava de calcar aos pés a justiça e IMITAVA OS GIGANTES DE QUE FALAM OS GREGOS” (História dos Hebreus – Flávio Josefo – CPAD 1990 – 5º Edição 2001 - Livro Primeiro – Capítulo 3 - Página 50 - 10. Gênesis 5).”(grifos meus).
Na mesma página do livro de Josefo, explicando o asterisco (*) contido no texto citado, tem o seguinte comentário dos editores:
è(*) – “Em tempos mais remotos alguns pensavam que ‘OS FILHOS DE DEUS’ em Gn. 6.2 ERAM ANJOS CAÍDOS, mas nenhum comentador moderno de confiança adota essa idéia, exceto o dr. Bullinger. É claro que havia nesse tempo duas raças distintas: a descendência de Sete e a de Caim. Os expositores modernos concordam que ‘OS FILHOS DE DEUS’ FORAM A DESCENDÊNCIA DE SETE, ‘OS FILHOS DOS HOMENS’ A DESCENDÊNCIA DE CAIM. (A Bíblia Explicada, S.E. McNair, p 22, CPAD)”.(grifos meus).
Flávio Josefo fala de “gigantes de que falam os gregos”.
QUAL A DEFINIÇÃO DE “GIGANTE”?
GIGANTE à [Do grego gígas, antos, pelo latim gigante.] S. m.
1. Designação comum a seres fabulosos, de forma geralmente humana e monstruosa, de estatura colossal, e que, nas diversas mitologias, surgem nos tempos primordiais, empenhando-se em lutas, em obras extraordinárias, etc.
2. Homem de elevada estatura e/ou grande corpulência.
3. Animal ou coisa de grande porte.
4. Fig. Homem de notável capacidade intelectual, espírito empreendedor, etc.
5. Fig. Aquilo que é ou se tornou extraordinariamente grande e poderoso: 2 Adj. 2 g.
6. Muito grande; enorme, gigantesco. [Nesta acepção, pode ou não ligar-se por hífen ao substantivo que o precede: 2]
(Definição: Dicionário Aurélio Eletrônico Século XXI – Versão 3.0 – Novembro/1999)
QUEM SÃO OS “GIGANTES DE QUE FALAM OS GREGOS”?
Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos. Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral. Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos, políticos e culturais.
ENTENDENDO A MITOLOGIA GREGA.
Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.
OS PRINCIPAIS SERES MITOLÓGICOS DA GRÉCIA ANTIGA.
- HERÓIS/SEMI-DEUSES: seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos: Herácles ou Hércules e Aquiles.
- NINFAS: seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
- SÁTIROS: figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- CENTAUROS: corpo com uma metade de homem e outra de cavalo.
- SEREIAS: mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
- GÓRGONAS: mulheres monstros, com cabelos de serpentes. tipo Medusa.
- QUIMERAS: mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.
(Até aqui Fonte: http://www.suapesquisa.com/grecia)
OS FILHOS DE DEUSES COM MORTAIS.
Vamos nos ocupar aqui dos chamados Semi-deuses. Estes eram filhos de deuses com mortais. Eles normalmente se destacavam mais e eram mais fortes que os humanos normais. Às vezes eram admitidos no Olimpo como imortais, fato que ocorreu pouquíssimas vezes.
AQUILES - Filho de Peleu e de Tétis, natural da Tessália, o mais famoso dos heróis gregos.
Para tornar invulnerável seu filho, Tétis mergulhou-o no rio Estige, segurando-o pelas calcanhares, que assim se tornaram a única parte vulnerável.
Fênix instruiu-o na eloqüência e na arte militar e o centauro Quíron na Medicina.
O Destino deixara a Aquiles a escolha entre uma vida longa, porém sem glórias, e outra curta, porém gloriosa: Aquiles escolheu a última.
Participou da guerra de Tróia com 50 naus, como chefe dos Mirmídones. Depois de muitos atos de bravura, matou Heitor e arrastou seu cadáver pelo campo, amarrado pelo pés a seu carro. Mais tarde, ao penetrar em Tróia, foi morto por um dardo de Páris, guiado por Apolo, que o atingiu justamente no calcanhar.
Segundo outra lenda posterior, Tétis, sabedora que seu filho encontraria a morte na guerra de Tróia, escondeu-o, vestido de mulher, entre as filhas do rei Licomedes. Porém Ulisses, agindo com astúcia, descobriu-o: apresentou às filhas do rei alguns trabalhos e objetos femininos, além de diversas armas; Aquiles imediatamente interessou-se pelas armas. Depois de sua morte os gregos depositaram suas cinzas no promontório Sigeu, próximo à planície de Tróia, erigiram-lhe um templo e renderam-lhe honras divinas.
HERACLES/HERCULES - O herói mais popular e célebre do toda a mitologia clássica.
As lendas de que é protagonista constituem um ciclo inteiro, em perpétua evolução desde a época pré-helênica até o fim da Antigüidade. Filho de Zeus e de Alcmena, da raça de Perseu.
A ciumenta Hera procurou fazer morrer esse filho de seu infiel marido, lançando ao berço do vigoroso menino duas cobras. Héracles dormia com os punhos cerrados; acordado pelo rastejar dos répteis, agarrou-os e os esganou. Assim começava a carreira daquele que seria o modelo de força física, o deus dos atletas (...).
MINOS - Filho de Zeus e de Europa, rei de Creta, marido de Pasífae e pai de Catreu, Deucalião, Glauco, Androgeu, Ariadne e Fedra. Por não ter sacrificado um belíssimo touro a Poseidon, este vingou-se fazendo com que Pasífae se enamorasse do touro e gerasse um ser monstruoso, metade touro e metade homem: o Minotauro. Minos encerrou-o no Labirinto e o alimentou com a carne de sete jovens e sete donzelas, que Atenas devia mandar a cada nove anos, como tributo, a Creta.
Foi fundador da senhoria marítima de Creta e seu legislador. Por sua justiça, foi colocado no Averno, como juiz dos mortos, ao lado de Radamanto e Éaco.
Segundo uma lenda posterior ao perseguir Dédalo até a Sicília, Minos morrei por mãos do rei Cócalo, no momento em que se banhava, e suas cinzas foram levadas a Creta por um de seus companheiros.
ORFEU - Célebre cantor de origem trácia, filho de Éagro e da musa Calíope. Seu canto era tão enternecedor que fazia mover plantas e pedras e mansava as feras.
Amou ternamente sua esposa Erúdice, acompanhou os Argonatas na expedição do velo de ouro. Morreu por mãos das mulheres trácias, que o dilaceraram porque, depois da perda de Eurídice, odiou as mulheres e desprezou o casamento. Depois de tê-lo matado, lançaram sua cabeça ao mar, que as ondas transportaram à ilha de Lesbos. Foi considerado o fundador da religião órfica, que teve grande difusão.
PROMETEUS - Titã, filho de Jápeto e de Ásia, ou de Clímene, pai de Deucalião, irmão de Epitemeu, Atlas e Menécio. Foi dado a ele e seu irmão Epitemeu a tarefa de criar a humanidade e dar aos humanos e a todos os animais do mundo os dons necessários para a sua sobrevivência. Epitemeu (cujo nome significa pensamento tardio) começou então a dar a vários animais coragem, força, velocidade, penas, pêlo e outras formas de proteção.
Quando chegou o momento de criar um ser superior a todas as outras criaturas vivas, Epitemeu notou que já não havia mais talentos para dar. Foi forçado então a pedir ajuda a seu irmão Prometeus (cujo nome significa pensamento premeditado) que tomou para si a tarefa.
Instituiu no homem a timidez da lebre, a ambição do pavão, a astúcia da raposa, a fericidade do tigre, a força do leão, mas para tornar humanos superiores aos animais, ele moldou-os numa forma mais nobre e fez com que andassem eretos. Ele então foi ao céu e acendeu a tocha com o fogo do sol. O dom do fogo que Prometeus deu à humanidade foi o mais valioso que qualquer um dos dons dos animais(...).
TESEU - O Héracles da Ática, filho de Poseidon ou de Egeu de Etra. Nasceu em Genetíon, perto de Trenezene, e foi criado por sei avô materno Piteu, que o educou nas artes musicais e gímnicas, e por Quírom que ensinou a arte de caçar.
Aos dezesseis anos, encontrou sob uma pedra enorme, que ele levantou com extrema facilidade, a espada e as sandálias de Egeu, ali escondidas, com as quais dirigiu-se a Atenas, matando pelo caminho Sínis, Perifetes, Escíron e Procustoe a ferosíssima porca de Cromíon.
No Cefiso, os Fitálides purificaram-no dos crimes cometidos e, assim, chegou ele a Atenas, onde foi reconhecido por seu pai, ao desembainhar a espada, quando Media tentou envenená-lo.
Capturou, em seguida, o touro de Maratona, que lançava fogo pelas narinas e derrotou seus primos, filhos de Palas que aspiravam ao reino de Atenas.
Naquela época, era necessário enviar a Minos, pela terceira vez, o tributo a de sete rapazes e sete moças e Teseu quis fazer parte dele: chegando a Creta, com a ajuda de Ariadne, conseguiu entrar no labirinto e matar o minotauro, libertando Atenas do tributo (...).
(Até aqui Fonte: http://ikaro.riva.vilabol.uol.com.br/mitologia.htm)
CONCLUINDO:
Certa vez, questionado pelos Saduceus acerca dos laços do casamento na ressurreição, JESUS respondeu:
“Na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; serão como os anjos de Deus no céu.”(Mateus 22:30) - Bíblia de Referência Thompson – João Ferreira de Almeida – Edição Contemporânea – 14ª Impressão 2002.
Somente isso já seria o suficiente para destruir a tese de que “anjos” praticam sexo. A não ser (o que é inconcebível até para o maior dos incrédulos), que a instituição do casamento deixasse de existir no céu mas continuasse a existir a cópula carnal.
Mas, no céu não entra carne...!
Entendemos, pois, que Cristo disse, textualmente, que os seres espirituais não praticam sexo, considerando-se, eu concluo, que o sexo tem por finalidade a reprodução da espécie e trás, como incentivo à perpetuação da espécie, o prazer da carne.
Temos então, aqui exposta, a prova cabal contra essa estória de que os “NEFILIM” são filhos de anjos caídos com as filhas dos homens.
Vimos que não passa de uma mesclagem de lendas gentílicas com fatos bíblicos, com o único fim de sustentar tese herética embasante de doutrinas falsas, já que por suas maldades se igualam Nefilins e Heróis gregos.
É fato que à época da tradução dos originais hebraicos para o grego, compondo a “Septuaginta”, os Judeus já se encontravam sobre forte influência helenista, haja vista a difusão de tal cultura por Alexandre Magno em sua campanha megalomaníaca.
Daí, a maioria das versões da Bíblia Sagrada estarem baseadas nessa tradução, ou traduções dela subseqüentes.
Contudo, a Bíblia de Estudo em Cores, tradução de João Ferreira de Almeida Versão Revisada de Acordo com os Melhores Textos em Hebraico e Grego, trás, em Gênesis 6:4, a palavra “NEFILINS” em lugar de “GIGANTES”, acrescentando que “... Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antiguidade”.
Por sua vez, a Bíblia com Ajudas Adicionais da Editora Alfalit Brasil, traduzida em Português das Línguas Originais Hebraico e Grego – 2000, trás, em Gênesis 6:4, a palavra “GIGANTES” EM LUGAR DE “NEFILINS”, acrescentando que “...Esses gigantes eram fortes, homens famosos, que houve na antiguidade”.
Não vemos, pois, na Palavra de Deus, qualquer alusão de algo sobrenatural nessas criaturas. Qualquer tentativa de dar-lhes tal caráter não passará de heresia passível de punição pelo espírito de Deus.
Dizer que o fato de serem diferentes dos demais seres humanos da época é característica de aberração divina, seria o mesmo que condenar os orientais (chineses, japoneses, coreanos, etc) por terem os olhos amendoados e a pela amarelecida, contrastando com os ocidentais, principalmente o africanos, para não falar dos esquimós da Groelândia.
De mesma sorte sofreriam os nordestinos brasileiros, assim como os mineiros, gaúchos, etc, por suas características peculiares.
Portanto, o encontro dos “filhos de Deus” com as “filhas dos homens” não passou de uma união condenada por Deus, entre o seu Povo Santo, da linhagem de Sete, com o Povo Iníquo, da linhagem de Caim. E os filhos gerarados dessa união foram frutos, pura e simplesmente, de tal pecado, a desobediência, o que lhes acarretou em maldição.
FIM.
Nemésio Rodrigues Costa Filho – Estudante da Palavra de Deus, recebeu o “chamado” para a obra no dia 17 de fevereiro de 2001, sendo batizado nas águas pelo pastor Sílvio Cerqueira Alves na Igreja-sede do Ministério Batista Filadélfia, em Montes Claros/MG. Casado com Ângela Maria Almeida de Moura, têm 06 filhos.
Montes Claros/MG, 05 de Outubro de 2005.
Demais informações: nezinhocosta@yahoo.com.br