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Poesias-->O grito do Homem -- 10/09/2004 - 20:53 (Lizete Abrahão) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
O grito do Homem



Lizete Abrahão



O que move o Homem e persiste no tempo,

É o que faz parte dele e o completa.;

É sua voz que ecoa pelos ares e templos,

Sobre as montanhas e na rua reta.





Tudo nele grita: na ânsia da largada.;

No arrepio das audácias e do orgasmo.;

Nas veias de lava incendiada.;

Nos músculos retesados de entusiasmo.





Aos gritos, abriu clareiras, ampliou espaços,

Humilde, rasgou-se nos espinhos,

Caiu suado no lodo, ergueu-se em terraços,

Ventou nos ramos, destruiu ninhos.





Acreditou em seres maiores e se fez mito,

Derrubou deuses, construiu mausoléus.

Nos fantásticos ecos do seu próprio grito,

De longe, trouxe infernos e céus.





Entre árvores e o azul, chamou a manhã,

Narinas dilatadas, aspirou calor,

Peito de aço, tombou tal madura maçã,

Dormiu no seu corpo num estertor.





O Homem vestiu sonhos, rezou e gemeu...

Sangrentas trilhas abriu em prantos.;

Depois do mar, veio-lhe o apogeu:

O universo encolheu-se sob os seus mantos





Bem alto foram seus urros de ufania,

Acres os gemidos do que aprendeu,

Secou as lágrimas, de raiva e euforia,

Sem saber o segredo que mais lhe doeu.





Segue ele, ainda, as noites milenares,

Mais que ontem, é amado ou odiado,

Não olha para seus calcanhares,

Tropeçaria na sombra do seu passado





Hoje, entontecido, de asas abertas,

Abarca a vida em abordagem de pirata

Nos longes mais longes, buscas certas,

Em si não se encontra...mas fere e mata





Ainda grita, estremece, perde-se no mundo,

Inebriado, deslumbram-lhe suas façanhas...

Ele passa, morre-lhe o grito num segundo,

Mas fica a vida...senhora das barganhas.





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