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Poesias-->SORTE -- 02/11/2000 - 01:42 (Beth Costa) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
SORTE



Toma a minha mão e lê a suas linhas, Cigana,

mas não precisa falar do passado,

nem se preocupe com o bem que eu vivo hoje...



Pode até colorir de tons severos

o meu caminho vindouro,

que a minha sorte não seja

de risos e ouro,

não tem importância,

(desde que não me falte a esperança),

mas fala a verdade

e não me engana, Cigana,

conta o que vem vindo,

conta devagar...



Mas se for muito rude

o que me aguarda

(se faltar esperança no meu futuro),

faz-me um leve sinal,

fala em silêncio,

põe um doce brilho no olhar

e conta a verdade vestida de cuidado,

com passos delicados,

caminhando na minha direção.



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