Usina de Letras
Usina de Letras
37 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63499 )
Cartas ( 21356)
Contos (13308)
Cordel (10364)
Crônicas (22588)
Discursos (3250)
Ensaios - (10775)
Erótico (13602)
Frases (51998)
Humor (20212)
Infantil (5649)
Infanto Juvenil (5007)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1387)
Poesias (141399)
Redação (3380)
Roteiro de Filme ou Novela (1065)
Teses / Monologos (2444)
Textos Jurídicos (1975)
Textos Religiosos/Sermões (6396)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Poesias-->Anonimato -- 13/06/2004 - 15:10 (I. R. PIRES) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
ANONIMATO



Meu coração ama.

E o faz com tamanha impiedade,

Ama dolorido,

Ama inconseqüente,

Ama rebelde.



Ama, e não busca o ser que sublima,

Explora minh’alma

Arfando meu peito, fazendo-me louco

Com fantasias, bolhas de sabão.

Me faz armadilhas de troianos,

Desaportando cavalos de paus

Cheios de sorrisos que não tenho mais,

Da doce presença do perfume

Que não me é certa a lembrança.

Das palavras que deixei de dizer,

Do amor que não o fiz viver.



Ele se recusa a sorrir,

E quando o faz

E por escarninho da minha dor.

É grande a sua impiedade

Não escolhe hora ou lugar

Para desferir dardos de sua

Ambição inatingível.

Esculpi, com seu cinzel afiado,

Na face jovem, em noites longas,

Sobre o espelho,

O velho reflexo de sua perseguição.



Até que por fim,

A morte vista-se de Vênus,

E toque seus lábios findos,

Selando nossa agonia equânime

Com beijo frio,

Deixando transcender

Toda esperança.

Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui