Usina de Letras
Usina de Letras
28 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63499 )
Cartas ( 21356)
Contos (13308)
Cordel (10364)
Crônicas (22588)
Discursos (3250)
Ensaios - (10775)
Erótico (13602)
Frases (51998)
Humor (20212)
Infantil (5649)
Infanto Juvenil (5007)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1387)
Poesias (141399)
Redação (3380)
Roteiro de Filme ou Novela (1065)
Teses / Monologos (2444)
Textos Jurídicos (1975)
Textos Religiosos/Sermões (6396)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Poesias-->Pormenores -- 24/10/2000 - 19:18 (Márcio Coutinho) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Pormenores



















Sangro umidescas gotas



de Dantesco galope



por entre as linhas retorcidas



que me lograstes



Ardo febril



a face pálida



precipitada ilusão da qual acordei



e me fiz cético desvairado



em meu concretismo abstrato,



meu tempo e alma lançada a fogo



Breve a porta de minh’alma



em gestar matéria de minhas rugas



E já que tem pressa, a vida



como a traça ao papel



serei a essência, o pecado, o poema



atado ao desejo, entre ídolos e obras



vadio ao deserto de hipóteses



sem travesseiro, sem sono



fluindo feito droga



doce qual Vinsanto iguário



gargalhando travessos verões



Sinto o sofrer do tempo



à minha mão pesada,



fazendo-me inferno o art’noveau



hedionda estrutura de mil espelhos



onde ferrões travam íntima cirrose



com gosto de derrota



As lições da infância



busco persuadi-las



ou largo-as ao vento



Sem me interrogar



ao que o mar traz a praia



meço a imagem a um breve clarear



relendo o argiloso arquiteto



à olhos cegos







Márcio Coutinho

Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui