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Poesias-->Pena de Asa -- 28/01/2004 - 02:46 (MARIA PETRONILHO) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos






Não há rumo

para o vento

horizonte

para o sol

sorriso

que me sorria

que apague a

dor daninha

clara chama

minha vida



Nem há chuva

que a lave

Nem lava

que a devore



Carrego-a

qual formiga

mas canto

sendo cigarra

que se perde

que vagueia

no deserto

na esperança

de que se mova

a areia



Ah, dor

funda

que se não cala

triste fado

dura sina

minha vida

pena de asa

caída

de mansa pomba!





Maria Petronilho

23/11/2002
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