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Poesias-->O LIMO DAS PEDRAS DE MIM MESMO -- 04/10/2000 - 00:00 (carlos willian leite) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos












O LIMO DAS PEDRAS DE MIM MESMO







Vós jamais sabereis

do fogo, do ar,

das águas queimando a língua,

do frio ventre das vertente

– na cova –

sepultando as sementes!







Dos encantadores de abelhas

e suas abelhas encantadas,

ó senhores, sabei!,

restou-me apenas o trágico ofício

de debulhar o trigo sobre a nódoa da terra

e – dos vivos –

recolher as cinzas da aurora morta!







Nunca sabereis por que na Barca desta fala cheia

sou meu único e imenso vazio,

quando alma é Heráclito

e nunca se banha nas mesmas águas do rio!

Nunca!

Deste tinir de martelo, sangrando nos olhos do dia

– Living of the Day –

jamais entendereis,

sobremaneira quando os galos tecem o fog das manhãs

e os (lí)rios dormecem

– náufragos –

nas águas do estio: um grito, por certo,

ali há de caminhar meus olhos,

ao fogo das sombras no fundo do rio!

E se vasto é o caminho

como apedrejar gestos na

solidão dos mímicos

ânforas e pardais

senão através dos ecos,

as cordas vocais?







Sabeis muito bem,

que a linguaferus,

que te habita a esmo,

é o limo das pedras de mim memso!







A vida por direito me tem sido assim:

carpas & lascas no tablado

(todotosco)

e manchado de carmim!







Acredito: o que voa nos céus

não é pássaro

nem tempestades:

são as asas de um barco adejando

no silêncio das idades.







Ó Hipólito a vida não se resume

em corcéis que choram na noite







A vida é mais: um barco de @rrobas

e lentilhas (solitário)

ancorando no meu cais.





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