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Poesias-->Espumas do Mar -- 05/09/2003 - 13:26 (Roberto Ponciano Gomes de Souza Júnior) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Espumas do Mar





Espumas do meu mar

Bóiam marinas saltimbancas

De barcos que semi partem sempre para lugar nenhum

Ou para dentro desta água infinita

Que ridiculariza e eterniza a morte

Em pequenas vidas continuas e ininterruptas

Que nadam em silêncios insuportáveis

E cheiros hipnotizadores

Que me levam à areia.



Pé, areia, pé, sal, água,

Areia, tatuí, areia, água,

Pé, frio, pé, tornozelo, água,

Pegadas de dois pés apenas

Caminho sobre a areia,

Caminho sobre o mar

Afogado em almas imorredouras

Em silêncios nascedouros de vernizes

Aquarelas de flauta doce

Em sóis vermelhos espargidos

Em brumas que são quadros

De homens que se pintaram em maresia

E sumiram dentro de agonias

De ondas que eternamente quebram

Rindo do instante pequeno

Em que contemplamos

Fictos, olhos, perdidos pensamentos

Lástimas, pele salpicada de barulhos

Deste mar entrecortado

De Botafogos e Cáspios

De Angras azuis perdidas

Em águas calmas que me levam ao fundo

E que me suicidam continuamente em afogamentos

E sangrias desatadas

Em barcas perdidas rumo ao inferno

Ao pensamento, ao desalento.



Mar, dominador insaciável de meu sono

Desejo ininterrupto

Instinto imaculado.



Mar, bravio e calmo como cópula.



Mar, nascentes desesperadas a te procurar

E desaguar como fêmeas no cio

Amazonas consumido em tua virilidade

Pororocas de sêmen vicinais

Nascimentos de mortes repetidas.



Mar.



Em ti todo silêncio é múltiplo.

É toda música é uma oração.

Todos os deuses são teus

E todos os homens joguetes de tuas marés.

Essência escondida de nossos úberes

Incontida permanência da natureza.





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