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Poesias-->Uma boneca e uma trança -- 11/08/2003 - 00:00 (MARIA PETRONILHO) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos












Mãe, andavas por toda a casa



segredinhos e sorrisos



e meneios de menina



e eu era pequenina



pequenina e espreitava



percebi, senti, sentia



que me iam dar a boneca



Era o Natal... e lá estava!



E era uma boneca linda!



Soube então que era mentira,



o Menino Jesus não vinha



a prenda no sapatinho



era a mãe, a mãe que a dava!







Viveu longamente a boneca



intacta



de cabelo loiro, imagina!



Os olhos abria e fechava



tinha uma blusa branca



e uma saia encarnada







Tu é que foste depressa.











Ficou toda a vida a boneca



com algo de teu que restava



e eu amava, como amava!



Gostou dela a minha filha



pegou-lhe, a tua neta!







Mas meu pai, talvez de raiva



num dia qualquer, na terra



tirou baú, roupas, boneca



e a tua linda trança



envolta numa rede fina



... tu há tempo tempo foras,



tua trança brilhava ainda



e era da cor da minha!



Aquele homem sem alma,



sem direito nem respeito,



deitou fogo à minha herança:



Uma boneca e uma trança!









Almada, 12/12/2000















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