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Poesias-->MOBILIDADE SELETIVA -- 13/09/2000 - 19:40 (Eduardo Loureiro Jr.) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Posso coçar o braço, se assim o quiser.

Lavar a jarra de suco, não posso.

É permitido - assim o sinto -,

escrever um poema, mesmo depois de tanto tempo.

A prosa habitual é proibida.

Quis o destino que a caneta hoje estivesse ativa,

e que o teclado repousasse um sono, de temor eterno.

Meu corpo, do qual cada parte não faz mais parte,

não é mais corpo.

E as pernas não obedecem

[ aos desejos dos braços de nadar à tarde.

Mesmo estes casais, de lésbicas e viados,

[ já querem estar separados:

a mão esquerda não sabe o que a direita faz,

tampouco o pé direito conta ao pé esquerdo

[ como foi seu dia.

Estou doente, mas a dor não dói, anestesia,

e o efeito do sorvete gelado é o mesmo da sopa quente:

um céu da boca nublado de um sabor adstringente.

E assim quem pensa não pensa a si mesmo, mas a estranhos,

que fazem ou que não fazem coisas graves e suaves,

todas muito necessárias, mas adiáveis,

bastando um poema a cada dia.





Eduardo Loureiro Jr.

d Os internos do pátiO

http://www.patio.com.br
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