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Poesias-->Habitat -- 03/04/2003 - 16:37 (Lucas Tenório) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Que habite no meu poema.

Seja ele casa

com as paredes ortogonais.

Sei que não a casa de Vinícius,

sem chão,

o largo dos pacifistas.



O meu modesto poema requer

um mocambo Freyreano.

Sei que não o mocambo alagoano

do guerreiro das senzalas,

da tribo dos Palmares,

nova Tupinambá.



O meu verso de taipa e argila,

a sala do sertanejo Lampião.

Sei que não a casa do Conselheiro,

o de lá,

com seu lajedo que ainda hoje cintila

ao sol de Belo Monte.

(a casa do desmonte dos generais)

Reerguida atrás do front,

bem aqui atrás,

na ante-sala-gleba do testamenteiro.



O meu poema requer uma casa,

um monumento ao séquito brasileiro.

Sei que não ao séquito modernista,

regionalista, concreto ou pós-moderno.



O meu poema só neste caderno.

No sêmen dessas poucas palavras.





(Inspirado pelo poema

"Habitação", de Soares

Feitosa.)









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