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Poesias-->A morte do corvo -- 22/03/2003 - 09:27 (Eloise Petter) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


Na outrora cova que morri, vivias

e em cada vinho que bebi, bebias.

Beijos celestes, carnes necrosadas,

passos taciturnos de suas pegadas.



Não te estribes de mim, incauto e belo:

asas noturnas neste céu funéreo.

Repousa-te agora, sombra infante, no vil mistério!



Mas que paixão que me embriaga o corpo.

Que riso louco que este crânio rira.

Ver-te ausente meu estranho corvo:

súcubo eterno da misteriosa lira!



Quisera eu beijar vermelhos lábios,

embevecer-me desta loucura santa.

Anoitecer entrecortando abraços

que ao invés de ossos

que na cova alço:

me preencher de tua caveira fria!



Versos funestos que da pele expiram:

suor sagrado que não é pecado,

é um desejo do corpo sepultado,

ressuscitado, que em sua sombra vira.



Amaldiçoada, nesta noite inflamo:

voando triste neste céu funéreo.

Nele repousa o corvo que ouviste

cantar seu nome neste céu etéreo!

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