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Poesias-->Intraconexão -- 24/02/2003 - 00:04 (Rozelia Scheifler Rasia) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Intraconexão



Rozelia Scheifler Rasia



Na soleira do universo,

céu de ouro em pó,

duas luas espelham-se,

o sol, a espiral, o indecifrável.

A terra redesenha a elipse.



No expoente infinito,

em agreste vertente,

o tropel selvagem do cavalo alado.

A serpente espreita.



A colheita, os rebanhos, as colméias,

os ninhos, a revoada,

as quatro estações, sinais de vida

Corpos hermafroditas abençoam a plenitude.



O ouro, o diamante,

a pirâmide, o faraó,

as trombetas, o espelho,

o segredo dos viventes,

a fala atemporal dos mortos,

o silêncio dos tempos,

a caixa de pandora.

A memória universal é templo inviolável.



Lâmina, arma branca,

A pólvora, o estampido,

estilhaço, alucinação.

A alma prospecta a luz e a escuridão.



O solstício de inverno,

As tempestades do pacífico,

A magia secreta do equador,

O monge a levitar no Himalaia,

A letra, o número, o papel.

A eterna presença do olho que tudo vê.



Globo cego a girar,

Lilithy, a mulher, foge do paraíso

Eva, é a outra de Adão.

Rubi, lágrima do amanhecer.



Metáfora, pleonasmo, paradoxo,

O Líbano de Gibran

Ilusão, poesia,

Cabala, o signo, a revelação.

O arco-íris a escorrer pelos dedos dos anjos.





Áries, capricórnio, peixes,

Símbolos, enigmas

Calendário dos incas,

O décimo planeta,

O código genético,

Biotecnologia,

Sabedoria, insensatez

Fragmentos desconexos.



O olhar da serpente seqüestrou o destino.



Poesia publicada na Coletânea ‘Entrelinhas’ – ALPAS XXI – 2002

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