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Poesias-->FUJI -- 13/01/2003 - 15:53 (Lílian Maial) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
FUJI

lílian maial



Debruçada sobre o parapeito,

sou feliz e grata.

Confundo-me com a paisagem

e os portais da janela.

Sou vento e madeira entalhada na tarde

e sopro um sorriso de maresia.

Plena como a montanha,

dourada de mar e sol,

vejo-me inundada de tanto azul,

que aperto os olhos

para nada escapar ao ângulo.

Os barquinhos lá longe

- leves borrões de tinta

de um pintor displicente -

ancorados na fotografia.

Embarco na brisa que vem de dentro

e sigo na palavra-marinheira

que não ousou navegar.

Sou desejo de céu e terra,

cometa suicida.

Estou em cima,

tão no alto,

que sinto asas de anjos vizinhos.

Ouço cânticos,

pequenos pássaros

ciumentos de galhos,

braços entre o vôo e o ninho.

Reparo nuns contornos,

familiares vitrais,

luzindo cores absurdas,

feito enlouquecido cata-vento,

girando no meu sopro de vida,

a brincar sério de criança.

Reúno as vontades no instantâneo,

eternizo a imagem

com um beijo do ocaso.

Faço as malas decidida:

vou morar no cartão postal.
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