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Poesias-->TALVEZ POESIA -- 07/01/2003 - 18:02 (VIRGILIO DE ANDRADE) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
(AO POETA DA MOOCA)





O inusitado “mocanhês” da tua língua

Tem cheiro e sabor daquela fértil mocitude

A Rua Coronel Bento Pires, ainda

Era macarrônica e de felicidade amiúde.



Tão longe do bairro da “Mooca” nasci

Sou semente que germinou ao relento

Transplantado para o jardim do porvir

Ergui uma selva de ferro e cimento.



Na parede guardo lembranças da revolução

Em amarelecidos fotogramas do passado

São Habitantes do casarão da doce ilusão

Onde gentis moçoilas cultivam amor imigrado.



Tudo era, tudo mudou

A terra, a vegetação, o ar,

A praça, a rua, o cortiço

O dedo de prosa na mesa de bar.



Hoje, sou passarinho na gaiola

Sem trino, sem rumo ou direção

O futuro definha na fragrância da cola

Aconchego apartado na construção.



Nas patas do caminhão corre o progresso

Banhando o azul anil de fuligem cinza

A Mooca escreve seu protesto

Em prosas, versos e rimas do GUIDO PIVA.







ANTONIO VIRGILIO DE ANDRADE









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