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Poesias-->FOTOGRAFIA -- 24/11/2002 - 03:00 (RICARDO MATOS DAMASCENO) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
A imagem, sólida, estável, congelada,

Anima-se no imêmore coração.

Um instante perdido no passar do tempo

Parece renascer ao contato das mãos,

Ao rebrilhar dos olhos umedecidos.



A imagem abstrata não pode ser livre

Da celulósica prisão em que se debate,

Mas, ainda que presa no estático quadrilátero,

Parece mover-se além do plano formal.



Vemo-la parada como que a agitar-se

Na memória calcinada pela vida em trânsito.



As cores passam ao momento da desfiguração

E um dia não passarão de bosquejos cansados,

Protegidos na dor de inexorável esquecimento.



Ei-la rediviva em mental ressurgimento,

Assimilada no conjunto da indissociável realidade.



O sangue ainda se movimenta, aquecido,

Na instantânea visão de quem retém o passado.;

O coração retido ainda pulsa no impulso

Da vontade expressa na ânsia momentânea.



A imagem ressurge,

Semanticamente incorporada

À sensação mais interna de quem a possui nas mãos,

Absorvida na vibração corporificada

Do signo inconstante,

Apesar de inamovível.

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