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Poesias-->Dias de Tormento -- 21/11/2002 - 19:42 (Rafael Campos) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


De que me adiantam duas mãos

Se, nestes dias de tormento,

Não há espada que nelas se sangrem?

Fui outrora um romântico,

Mas a população

Clama por um guerreiro frio e forte.



Nas trincheiras, não haverá espaço

Para jovens doutores apaixonados,

Não haverá espaço para velhas convicções

Não haverá espaço para beijos e sacaroses,

Não haverá espaço,

Nunca houve.



E quando meu corpo tombar

Nas invaginações do amor,

Não chores, garota,

Ainda há muitos quadros a serem vistos,

E muitos poemas a serem pintados.



Ah, meu Deus, meu Deus,

Quantos serão os ateus

Que pagarão pelos pecados meus?



O homem é burro

O homem é tolo

O homem é bobo,



Enquanto a gente se estabefeia

E se agride nervosamente,

Os anjos trocam carícias lentas,

Obcenas,

Beijs lascivos e amores vivos.



Os anjos é que são espertos...



Um dia me dissestes que meu coração

Era o palco de teu mundo.

Pois bem, minha guria,

Acabastes de dançar o tango sobre ele.
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