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Poesias-->Lançada a minha sorte -- 13/11/2002 - 14:52 (Lizete Abrahão) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Nos obscuros dias e negros desvãos

Em que tudo tem ar de desencanto

Minha alma vagava triste, sem canto

Observando quão vazias minhas mãos



O soprar de brisas iníquas e frias

Flagelava-me como fúria de procela

Nave ao mar sem mastro e sem vela

Era eu sem tremores ou alegorias



Fantoche das horas mortas em piruetas

No palco sem eco, sem platéia, deserto

Arrastava-me em cena como um espectro

Coração surrado, sem enigmas ou retretas



Dançava, sem nem querer dançar

Cantava em absurdas dissonâncias

Não amava, só desilusões e ânsias

Como corda em nó a me enforcar



Com a impressão de atravessar infernos

Caminhava devagar pro horizonte final

Meus olhos, poços cegos num seco fatal

Ah! Seguiam sempre o poente em invernos





E quando o ocaso de mim quase se apossa

Um sorriso de indizível mistério e encanto

Inebriou-me em halos de luz e espanto...

Eis que chegas e minh alma se alvoroça





Assim, sem palavras, lançada minha sorte

Transformaste em mel o que me era morte





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