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Poesias-->Súbito -- 13/09/2002 - 16:13 (MICHEL ROSENBLAT) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Olhando para o horizonte

Sem nada ver

Sem nada pensar

Sem nada saber

Nem mesmo se existo

Ausência por somente esperar

Algo que já nem sei o quê



É neste instante que

não sei de onde,

à minha frente surges



Desacredito e lentamente

Fecho os meus olhos

Ainda não entendendo

Meu queixo pesa

E sem nada mais em mim se mover

Estou a nenhuma distância de ti



Abro os meus olhos e...

Ah! Os teus olhos

Enquanto descubro neles os teus segredos

Ainda estático,

Minha mão tange-te a testa

E logo sente um refrigério

São teus cabelos deslizando nela

E quase trêmulas acompanham

Vagarosamente,

Toda a extensão deles

E oportunamente

Conhece tua cervis,

Os teus ombros,

Tuas costas,

Tua cintura,



Aí, na tua cintura

Encontro forças

Para agora te envolver

E rapineiramente

Roubar dos teus lábios

Um eterno beijo



E viajo...

para onde...

já mais...

voei...

durante...

um...

sem tempo...



doce...

muito doce...



som de poucas águas...

fontes cristalinas...

luz entre altos troncos e folhas...

flores...

paz...

borboletas...

brisa...



suaves...

macios...



música...

cantos e...

seus pássaros...

verdes montanhas...

céu...

entardecendo...

entardecendo...



abro os olhos,

meu peito arde

minha face arde,

quente,

muito quente,

quase febril,

sem discernimento

se é do teu esplendor ou,

do meu rubor,

porque os teus olhos

penetram no meu olhar

e parecem saber por onde andei

por onde,

inerte,

andei



queria tanto que fossem tuas mãos

conhecendo o meu rosto



agora a música já não existe

e os meus ouvidos estão surdos

por um uníssono,

grave e intermitente

que toca de dentro de mim



minhas mãos se lavam em suor

frias, já não são quase trêmulas

vibram como palhetas

por não saberem onde se esconder



acolho-as por entre as minhas pernas,

por medo que descubra algo mais sobre mim,

rebeldes pernas

que não me permitem sair do meu lugar



minha boca te implora

- por favor,

- dize-me quem és,

- donde vens

mas eu mesmo não consigo ouvir

e me calo



em total impotência

vejo-te sumindo,

por esconderijos,

lúgubres portais,

para onde já mais,

nunca mais,

te encontrarei



Devolvendo-me o horizonte

Para nada ver

Para nada pensar

Para nada saber

Patenteando minha inexistência

Por somente esperar alguém

Que já nem sei,

se foi alguém



Michel Rosenblat

27/10/2001 17:00

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