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Poesias-->Suíte do Ano Novo - O Sítio -- 12/09/2002 - 20:16 (MICHEL ROSENBLAT) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Agora que passou um ano

Revivi o sonho vesano

Estou matando a saudade

Nem parece realidade



Lembra-te de mim,

Quando antes aqui vim?

Mal falavas comigo

Queria apenas ser teu amigo



Não duvido que já sabias

Como o sangue em mim corria

Dos meus olhos não saías

Como as águas das tuas fontes frias



Como o teu cercado é lindo

Todo maná em ti caindo

Estão os brotos verdejantes

Muito melhor do que era antes



A elegância das tuas flores

São como bálsamo às minhas dores

As suaves cores do arco-íris

Ornamentam estes dias felizes



Daqui avisto outras colinas

Entre todas tu dominas

O teu tapete é o mais verde

Queria eu te dar um flerte



O céu está aberto

Para um dia ainda incerto

Vou aproveitando as poucas horas

Que não se dá como senhora





Beijei a tua terra

Tangi numa tua serra

Abracei-te por inteira

Até perdi a minha eira



De todos que eu conheço

O teu vale é o mais perfeito

Delicado como as gazelas

Os meus desejos tu apelas

Vi escalarem o teu cume

Mordi-me de ciúme

Mas não posso fazer nada

Passo em ti só a temporada



Hoje não há granizo

Então vejo em teu sorriso

O brilho dum sol farto

Sinto-me à beira dum enfarto



Pois o meu coração acusa

Em altos brados de franqueza

O que a razão recusa

O fascínio que me dá a tua beleza



À noite vi vaga-lumes

Após o banho teu perfume

Ah! Como me encantas

Os meus olhos em ti estancas



Ora sei que não és minha

Porém o desejo me definha

A distância que nos separa

São quilômetros de estrada



Queria-te para mim

Mas não me queres para ti

Do teu dono tens o cuidado

Com as carícias de arado





Acompanho os teus movimentos

Que me repousam como ungüento

As tuas curvas sinuosas

São como flechas venenosas



Tiram a minha atenção

Meu senso, minha direção

Expõem-me ao perigo

De precipitar em um abismo



Por mim não te deixaria mais

Oficializando nos anais

Mas eu me iludo, me engano!

Pois tenho o meu cotidiano

Tenho que cumprir um roteiro:

Subir a um outeiro

Semear uma outra terra

Selar o que o destino me encerra



Michel Rosenblat - 01/01/99 4:40h

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