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Poesias-->Meus olhos dentro de mim -- 12/09/2002 - 20:20 (MICHEL ROSENBLAT) |
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Deveria eu amar demais
porque todos amam demais?
Uma a uma são,
Sentenciadas são
Queria eu todas
Mas nenhuma são
Espiões meus olhos são
Ficam doentes de saúde, então
Entusiasmado,
Que pecado,
que delícia, bom
Nos carros
Nas esquinas
Que delícia são
Nas vitrinas
Nas sedas
Nas cortinas são
Nas praias
Nas matas
Nas colinas vão
Estou transformado
De beleza,
Transtornado,
Tanta beleza, são
Que maravilha
Que lindo
Que espetáculo, dão
Nas ruas
Nas piscinas
Nas curvas
Nas lombadas
São tiros de arpão
Em cada detalhe
Andando ou deitadas
Correndo apressadas
Esvoaçam as fazendas
Revelando bem feitas rendas
Delimitando suas estradas
Em posturas despreocupadas
Queria todas
Mas nenhuma são
Minhas lanternas clareiam
De dia e de noite vagueiam
Espreitam em direções retas
Curvas incandescentes
Venenosas setas
Tem alvo certeiro
Fora de mim, de mim rameiro!
Michel Rosenblat – 26/09/98 3h00
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