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Poesias-->Cancioneto Urbano -- 24/08/2002 - 00:49 (Rafael Campos) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos




Toda sexta-feira é azul,

Me guio pelo Cruzeiro do Sul,

E toco aquele velho blues.;



No som da gaita, a cidade se agita,

A Nove de Julho brilha e palpita,

E espanto a tristeza que grita



No peito deste pobre rapaz

Que no Trianon encontra sua paz,

E chora pela canção que desfaz



A maldade do ser urbano,

E torna este existir mundano

Da selva de pedra que cresce

Sobre os pilares romanos.



E a cidade ainda reluz,

A Praça da Sé me devora e me seduz,

E a saudade é uma pesada cruz



Que arrasto desde que a deixei,

A dor que carrego, só eu sei,

E sem ela me torno o que me tornei.;



Um poeta de poucos versos,

Um filósofo de argumentos diversos,

Um ator com sentimentos reversos.;



E pelas ruas escuras e vazias,

Declamo eu uma paixão que crescia

Sempre que o raiar do sol eu sentia

Sobre os prédios de São Paulo:

-Canto uma paixão que é poesia.



E a melancolia se esvai

Junto com a garoa que cai

E que cobre a Avenida Paulista.





Essa garoa, que é como

um véu de noiva.



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