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Poesias-->POLÍMNIA -- 13/06/2000 - 20:37 (Leticia Beze) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
POLÍMNIA





Da forma que você escreve



Miro incensos nas paredes

Os aromas macrobióticos te atingem

Te julgam imortalmente amável

Quanto erro em um olhar

Quanto erro em te ter próxima.



E só isso que escrevo



Eternamente apática, sem gosto

Humano, sub ou pré ou sobre ou inu

Sua coleção particular de tijolos

Na calçada passa um cachorro

Que mija, que mija e te persegue.



E o vulgar que escrevo



Forçadamente musical, microbiótico

Marcado, morto, machucado, maquiavélico

Chupo seu cuspe no chão

Escarro e sangue na parte que me ficou

Tremeluzente, uma alma no seu quarto.



Sou indiferente quando escrevo



Não há respostas, não as esperadas

Espio pelo buraco da fechadura

E o que vê é seu passado

A porta não está trancada

Vigio o lado de fora



Escrevo ironizando a importância



Duendes, elfos e gnomos

Me seguindo na fantasia

Me roubando no sonho

Te transcrevo ou te traduzo?

Ultra-miserável, não tenho esmola



Alguns escritos se desprezam.



19-06-96



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