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Poesias-->Não ofenda a memória da menina -- 09/07/2002 - 11:35 (Darques Lunelli) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Não ofenda a memória da menina

com recados obscenos,

nem desfaça a trajetória do rio que corta

a cidade ou do gesto que trouxe cores

ao velho mundo.



Não assuste as crianças com choros

e gemidos, com teus gritos

confundidos com perguntas.;

não rebata se não podes

dizer que mentimos.



Recolha as mãos em teus bolsos,

baixe os olhos e mostre os dentes.;

apanhe no chão o chapéu, as luvas,

a bengala escura, os óculos e parta.

Faça de conta que morremos.



Ao meio-dia, sentaremos à mesa,

olharemos ao redor: o silêncio saltará de trás das tábuas,

uma lâmina de sol iluminará a sala.;

dos quartos virá o cheiro dos urinóis

enquanto a vaca, no estábulo, sacudirá o corpo

para espantar os insetos.

Estarei parado à porta

olhando a rua:

não foi esta

a primeira vez em que morri.



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