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Poesias-->Cinzas & Sombras -- 01/07/2002 - 12:45 (Darques Lunelli) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
CINZAS & SOMBRAS



Pudera

eu tanto querer saber

pois lenta cai a tarde

ruge o vento como um leão.

São lâminas pardas contendo sangue

douradas formas ocultando sonhos

ruge o vento cai a tarde

e eu quisera ver o rosto

despido dos pudores

ver as sombras na escuridão das sombras

tijolos como sonhos empilhados.

Pedras cortam

mas nada sangra tanto quanto o desejo

que em bocas tortuosas

veredas íngremes

se perde.

Tartarugas e seixos

madressilvas e rosas

varandas e casas nas desertas ruas.

Lentas tartarugas

centauros transtornados

deixando tênues pegadas na areia

ruge o vento desesperado

sombras e sombras e sombras projetadas

como filmes antigos

trufautnianas mulheres beijam

bergmanianos velhos bárbaros.

Cinzas e sombras

diamantes e tijolos em meio à bruma.

Cai a tarde

cai e no chão transforma

bocas e lábios em rotos caminhos

grilos cricrilam em meus ouvidos

resquícios de vícios

restos de dias.

Cai o vento ruge a tarde

como o Tigre que espreita Blake.



Pudera

o rosto oculto desvendado ser

e tardes e ventos misturados

como essências perfumar o corpo

e confundir num único cheiro

o desejo da carne e o desejo do espírito

e tigres e centauros e tartarugas

a caminhar entre as sombras dos tijolos

e madressilvas e rosas e morangos

como diamantes em meio a cinzas

serem os alimentos e os adornos

da tarde caindo lenta

na lâmina parda que contém a noite.



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