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Poesias-->Não posso saber se as estrelas são as estrelas -- 01/07/2002 - 12:44 (Darques Lunelli) |
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Não posso saber se as estrelas são as estrelas
e a noite apenas a noite
(os vidros refletem o quarto
a transparência é ilusória).
Onde a gorda lua cheia
ou a lasca de uma crescente lua?
Onde o cometa, o sol
e a limpidez do vidro
onde o delicado cristal
como o som da palavra infinito?
Onde o grilo que atormentava
e o sapo que queria chuva
a chuva para molhar a terra
e a terra de onde nascemos?
Onde a marca dos dias passados
o gosto da bebida e o copo sujo
e a caneta que usamos em nossos versos?
Onde teus olhos como o céu que existia
teus braços tuas mãos teus dedos
teus pés que não tocavam o chão?
Onde o dia em que disseste que a vida éramos nós
e apenas nós e a vida fazíamos sentido?
E a manhã e o despertar com beijo?
Onde a samambaia solitária
o abraço, o aperto das mãos
e a sexta-feira do princípio?
E para onde vais agora
quando nem mesmo sei
se as estrelas são estrelas
e a noite apenas a noite?
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