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Poesias-->Compaixão -- 03/06/2002 - 09:06 (Daniel Amaral Tavares) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Era uma vez um velho muito velho, quase cego e surdo, com os joelhos tremendo.

Quando se sentava à mesa para comer, mal conseguia segurar a colher.

Derramava a sopa na toalha e, quando afinal, acertava a boca, deixava sempre cair um bocado pelos cantos.

O filho e a nora dele achavam que era uma porcaria e ficavam com nojo.

Finalmente, acabaram fazendo o velho se sentar num canto atras do fogão.

Levavam comida para ele numa tigela de barro e o que era pior nem lhe davam o bastante.

O velho olhava para a mesa com os olhos compridos, muitas vezes cheios de lágrimas.

Um dia, suas mãos tremeram tanto que ele deixou a tigela cair no chão e ela se quebrou.

A mulher ralhou com ele, que não disse nada, só suspirou.

Depois ela comprou uma gamela de madeira bem baratinha e era ali que ele tinha de comer.

Um dia, quando estavam todos sentados na cozinha, o neto do velho, que era um menino de quatro anos, estava brincando com uns pedaços de pau.

O que é que você está fazendo? - perguntou o pai.

Estou fazendo um cocho, para papai e mamãe poderem comer quando eu crescer. - O menino respondeu.

O marido e a mulher se olharam durante algum tempo e caíram no choro.

Depois disso, trouxeram o avô de volta para a mesa.

Desde então passaram a comer todos juntos e, mesmo quando o velho derramava alguma coisa, ninguém dizia nada.

A Compaixão é uma das Virtudes do Ser Humano.





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